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POLUIÇÃO: um inimigo invisível para o CORAÇÃO

Respirar ar poluído pode acelerar doenças do coração, é o que mostra novos estudos.

2 min de leituraPublicado em 24/11/2025
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POLUIÇÃO: um inimigo invisível para o CORAÇÃO

Você sabia que a poluição aumenta diretamente o número de mortes em algumas regiões do Brasil?

Está provado cientificamente que maiores taxas no ar de nitrogênio, ozônio e pequenas partículas (PM2.5) eleva o número de mortes.

Por que o ar poluído faz tão mal ao coração?

Quando inalamos poluentes diariamente, eles desencadeiam processos inflamatórios no organismo.

Partículas ultrafinas conseguem chegar à corrente sanguínea e atingir diretamente os vasos. Esse processo danifica suas paredes, favorece o acúmulo de placas de gordura e aumenta o risco de eventos como:

→ Infarto agudo do miocárdio;

→ Acidente vascular cerebral (AVC);

→ Insuficiência cardíaca;

→ Arritmias.

O alerta preocupa especialistas porque esses efeitos não são imediatos, eles se somam ao longo do tempo.

A exposição precoce também deixa marcas

Um estudo publicado na prestigiada revista americana JAMA demonstrou que a exposição à poluição desde a infância tem efeito cumulativo.

Crianças que crescem respirando ar de baixa qualidade têm maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares na vida adulta, mesmo que adotem bons hábitos posteriormente.

Ou seja: proteger as gerações mais jovens é uma das estratégias mais eficientes para reduzir os impactos ao longo das próximas décadas.

Impacto negativo do aumento das queimadas

O Brasil vive, todos os anos, ciclos intensos de incêndios florestais e queimadas urbanas.

Entre 2008 a 2018 foi estudado os males dos incêndios no país e percebeu-se que, durante as maiores queimadas, aumentou em 23% as internações respiratórias e a região norte se destacou devido a taxa elevada de 38% em internações.

Esses episódios agravam a poluição, pioram quadros cardíacos e sobrecarregam hospitais, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças prévias.

É possível ter cidades mais limpas e corações mais saudáveis?

Sim — e o caminho começa agora.

Cidades mais limpas e corações mais saudáveis dependem de ações práticas, contínuas e coletivas. Entre as medidas mais eficazes estão:

Redução das queimadas, com políticas rigorosas de prevenção e combate.

Diminuição das emissões industriais, especialmente em regiões urbanas densas.

Transporte mais limpo, com incentivos a veículos elétricos e melhoria das tecnologias automotivas.

Ampliação de ciclovias, incentivando deslocamentos de baixo impacto.

Mais áreas verdes, que ajudam a melhorar a qualidade do ar e reduzir ilhas de calor.

Além disso, reunir estratégias simples e práticas pode fazer toda a diferença no dia a dia. Confira abaixo 5 ações essenciais para reduzir sua exposição e proteger sua saúde.

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Cada ação conta e, quando somadas, elas ajudam a construir um futuro mais seguro, mais respirável e com menor risco de doenças cardiovasculares para toda a população.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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