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A Covid-19 ainda está entre nós: casos aumentam e riscos preocupam

Queda da imunidade e novas variantes aumentam casos; bebês não vacinados abaixo de 2 anos estão entre os mais vulneráveis a complicações e hospitalizações.

3 min de leituraPublicado em 15/09/2025
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A Covid-19 ainda está entre nós: casos aumentam e riscos preocupam

O Brasil vive um momento de atenção renovada em relação à covid-19, especialmente no que tange às crianças menores de 2 anos não vacinadas, grupo mais vulnerável aos quadros graves da doença.

Especialistas alertam para o aumento de hospitalizações e complicações graves nesse grupo etário, reforçando a importância de atenção redobrada dos pais e responsáveis.

Dados de 2025 indicam um aumento significativo dos casos no país, com maior crescimento nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, abrangendo estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal.

Além disso, o Nordeste e o Norte também apresentam focos de aumento, como no Ceará e estados do Pará e Maranhão.

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Casos de COVID-19 por Município, de janeiro a agosto de 2025. Fonte: Secretarias Estaduais de Saúde. Brasil, 2025.

Fatores que estão contribuindo para o aumento

Um fator importante para essa retomada da covid-19 é a circulação da nova variante XFG, também chamada de Stratus, identificada pela primeira vez no Brasil em 2025 nos estados de São Paulo e Ceará.

Embora considerada de baixo risco pela OMS, ela pode aumentar a transmissibilidade do vírus e contribuir para o aumento geral do número de casos.

Outro ponto importante é que a proteção adquirida por infecção prévia ou vacinação diminui com o tempo, especialmente em crianças que ainda não completaram o esquema vacinal.

Além disso, a baixa cobertura vacinal infantil também é um ponto crítico: dados recentes indicam que apenas cerca de 41,8% das crianças de 6 meses a 2 anos receberam duas doses da vacina, deixando uma grande parcela da população infantil vulnerável.

A vigilância relaxada por parte da população também tem contribuido, já que temos visto um menor uso de máscaras, mais encontros sem precauções e menos testagem em muitos lugares.

Sinais de complicações: quando ficar atento?

Os sinais de complicações em crianças podem ser sutis, mas merecem atenção imediata. Entre eles podem acontecer:

↪︎ Febre persistente;

↪︎ Dificuldade respiratória;

↪︎ Letargia ou sonolência excessiva;

↪︎ Recusa alimentar;

↪︎ Sinais de desidratação, como boca seca e diminuição da frequência urinária;

Pais e responsáveis devem procurar atendimento sem demora caso percebam qualquer um desses sintomas.

Recomendações pertinentes

Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para proteger crianças e reduzir hospitalizações.

Diante do cenário, o Ministério da Saúde reforça as recomendações de vacinação, não somente para as crianças de 6 meses a 4 anos, mas também para outros grupos de risco como idosos, gestantes e imunossuprimidos.

Garantir que todas as crianças completem o esquema vacinal recomendado é fundamental para reduzir o risco de complicações graves e manter o sistema de saúde menos sobrecarregado.

Além disso, medidas simples como uso de máscara, higiene das mãos, evitar aglomerações em locais fechados e monitoramento constante dos sintomas ajudam a limitar a disseminação do vírus.

A Covid-19 segue sendo uma ameaça, especialmente para os mais vulneráveis.

A prevenção coletiva e os cuidados individuais são essenciais para proteger nossas crianças, reduzir casos graves e evitar que a doença volte a pressionar hospitais e famílias em todo o país.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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