A Covid-19 ainda está entre nós: casos aumentam e riscos preocupam
Queda da imunidade e novas variantes aumentam casos; bebês não vacinados abaixo de 2 anos estão entre os mais vulneráveis a complicações e hospitalizações.

O Brasil vive um momento de atenção renovada em relação à covid-19, especialmente no que tange às crianças menores de 2 anos não vacinadas, grupo mais vulnerável aos quadros graves da doença.
Especialistas alertam para o aumento de hospitalizações e complicações graves nesse grupo etário, reforçando a importância de atenção redobrada dos pais e responsáveis.
Dados de 2025 indicam um aumento significativo dos casos no país, com maior crescimento nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, abrangendo estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal.
Além disso, o Nordeste e o Norte também apresentam focos de aumento, como no Ceará e estados do Pará e Maranhão.

Casos de COVID-19 por Município, de janeiro a agosto de 2025. Fonte: Secretarias Estaduais de Saúde. Brasil, 2025.
Fatores que estão contribuindo para o aumento
Um fator importante para essa retomada da covid-19 é a circulação da nova variante XFG, também chamada de Stratus, identificada pela primeira vez no Brasil em 2025 nos estados de São Paulo e Ceará.
Embora considerada de baixo risco pela OMS, ela pode aumentar a transmissibilidade do vírus e contribuir para o aumento geral do número de casos.
Outro ponto importante é que a proteção adquirida por infecção prévia ou vacinação diminui com o tempo, especialmente em crianças que ainda não completaram o esquema vacinal.
Além disso, a baixa cobertura vacinal infantil também é um ponto crítico: dados recentes indicam que apenas cerca de 41,8% das crianças de 6 meses a 2 anos receberam duas doses da vacina, deixando uma grande parcela da população infantil vulnerável.
A vigilância relaxada por parte da população também tem contribuido, já que temos visto um menor uso de máscaras, mais encontros sem precauções e menos testagem em muitos lugares.
Sinais de complicações: quando ficar atento?
Os sinais de complicações em crianças podem ser sutis, mas merecem atenção imediata. Entre eles podem acontecer:
↪︎ Febre persistente;
↪︎ Dificuldade respiratória;
↪︎ Letargia ou sonolência excessiva;
↪︎ Recusa alimentar;
↪︎ Sinais de desidratação, como boca seca e diminuição da frequência urinária;
Pais e responsáveis devem procurar atendimento sem demora caso percebam qualquer um desses sintomas.
Recomendações pertinentes
Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para proteger crianças e reduzir hospitalizações.
Diante do cenário, o Ministério da Saúde reforça as recomendações de vacinação, não somente para as crianças de 6 meses a 4 anos, mas também para outros grupos de risco como idosos, gestantes e imunossuprimidos.
Garantir que todas as crianças completem o esquema vacinal recomendado é fundamental para reduzir o risco de complicações graves e manter o sistema de saúde menos sobrecarregado.
Além disso, medidas simples como uso de máscara, higiene das mãos, evitar aglomerações em locais fechados e monitoramento constante dos sintomas ajudam a limitar a disseminação do vírus.
A Covid-19 segue sendo uma ameaça, especialmente para os mais vulneráveis.
A prevenção coletiva e os cuidados individuais são essenciais para proteger nossas crianças, reduzir casos graves e evitar que a doença volte a pressionar hospitais e famílias em todo o país.



