A Nova Armadilha da Indústria do Tabaco que Adoece Jovens
Mesmo proibidos no Brasil, cigarros eletrônicos continuam sendo vendidos e glamorizados online, enquanto crescem os casos de doenças e vício entre adolescentes.

A indústria do tabaco está apostando alto em uma nova geração de consumidores: os jovens.
De forma cada vez mais agressiva, empresas do setor continuam a vender a ideia de que os cigarros eletrônicos — os famosos vapes — são uma opção "menos nociva" em comparação ao cigarro tradicional.
Mas as evidências científicas mostram o contrário: esses dispositivos não só causam dependência como também estão associados a doenças respiratórias, cardiovasculares e até ao aumento do risco de câncer.
No Brasil, a comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos estão proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009.
Em 2024, a Anvisa reforçou a proibição com a Resolução RDC nº 855/2024, em resposta ao aumento alarmante do uso entre adolescentes.
Segundo o Ministério da Saúde, 70% dos usuários de vapes têm entre 15 e 24 anos. Além disso, mais de 77% deles relatam que o dispositivo não os ajudou a parar de fumar, desmentindo o argumento da indústria de que o produto serve para reduzir o tabagismo.
Outro dado alarmante vem do Instituto Nacional de Câncer (Inca): para cada R$ 1 que a indústria do tabaco lucra, o governo brasileiro gasta R$ 5 em tratamentos de doenças relacionadas ao fumo.
O marketing irresponsável — com embalagens coloridas, sabores doces e o uso de influenciadores digitais — é um dos principais motores desse problema de saúde pública.
Plataformas online seguem sendo palco para a venda e propaganda ilegal desses produtos, o que tem gerado ações de fiscalização e notificações para remoção de conteúdo, mas o desafio é grande.
Especialistas alertam:
A nova geração está sendo enganada com uma falsa promessa de segurança, enquanto os impactos à saúde e ao sistema público só crescem!



