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Aneurisma cerebral pode ser silencioso e devastador

Internação da sambista Adriana Araújo chama atenção para sintomas e riscos da condição.

4 min de leituraPublicado em 02/03/2026
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Aneurisma cerebral pode ser silencioso e devastador

A internação da sambista mineira Adriana Araújo por aneurisma cerebral trouxe à tona uma condição que pode ficar anos em silêncio, mas que, quando se rompe, vira uma corrida contra o tempo.

Com presença marcante no palco e voz potente, a sambista conquistou espaço em rodas de samba e eventos culturais, tornando-se um nome respeitado no cenário do gênero. A notícia sobre sua internação mobilizou fãs e admiradores justamente por se tratar de uma artista ativa e querida pelo público.

O aneurisma pode atingir qualquer pessoa, principalmente após os 40 anos, e está ligado a fatores como pressão alta e tabagismo. Saber reconhecer os sinais é fundamental para agir rápido.

Uma “bolha” na artéria do cérebro

O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal em uma artéria do cérebro.

Em termos simples, é como se um ponto frágil do vaso sanguíneo começasse a “estufar”, formando uma pequena bolsa cheia de sangue.

Esse problema acontece por enfraquecimento da parede da artéria. Com a pressão do sangue passando ali o tempo todo, essa região pode aumentar de tamanho.

Pense em um pneu que cria uma bolha na lateral. Ele pode até continuar rodando por um tempo, mas existe risco de estourar.

Quando o aneurisma se rompe, ocorre uma hemorragia subaracnoide, que é um sangramento no espaço ao redor do cérebro. É uma emergência médica grave.

O que os números mostram e por que o aneurisma se forma?

De acordo com uma revisão publicada na revista The Lancet Neurology, cerca de 3% da população adulta tem aneurisma cerebral não rompido. A maioria das pessoas nem imagina.

Já a ruptura é menos frequente, mas extremamente séria. Segundo a American Heart Association (AHA), a hemorragia subaracnoide representa cerca de 5% dos casos de AVC (acidente vascular cerebral) e pode levar à morte ou deixar sequelas neurológicas importantes.

Ou seja, não é uma condição rara. Só que muitas vezes ela só aparece quando já virou urgência.

Principais fatores de risco:

• Hipertensão (pressão alta, quando o sangue circula com força excessiva dentro das artérias);

• Tabagismo;

• Histórico familiar de aneurisma;

• Idade acima dos 40 anos;

• Algumas doenças genéticas, como doença renal policística.

Atenção ao cigarro, pois ele danifica os vasos sanguíneos e favorece inflamação, o que pode contribuir para o enfraquecimento das artérias cerebrais, segundo a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

O sintoma que não pode ser ignorado

A maioria dos aneurismas não causa sintomas enquanto está íntegra. E é aí que mora o risco.

Quando ocorre a ruptura, o sinal clássico é:

Dor de cabeça súbita, muito intensa, descrita como “a pior dor da vida”.

Essa dor costuma surgir de forma abrupta, em segundos ou poucos minutos. Não é aquela dor que vai crescendo ao longo do dia.

Outros sinais incluem:

→ Náuseas e vômitos;

→ Rigidez no pescoço;

→ Sensibilidade à luz;

→ Desmaio;

→ Convulsões.

O diagnóstico costuma ser feito com exames de imagem, como tomografia ou angiotomografia, que permitem “enxergar” os vasos do cérebro por dentro.

Se o aneurisma ainda não rompeu, os médicos avaliam tamanho, formato e localização para decidir o melhor caminho. Em alguns casos, apenas acompanhar já é suficiente.

Em outros, é preciso tratar. Isso pode ser feito com clipagem cirúrgica, quando um pequeno clipe fecha a base do aneurisma, ou por tratamento endovascular, realizado com um cateter que vai pelos vasos até o cérebro e bloqueia a “bolha” por dentro, como se fosse um conserto interno.

A escolha é individualizada e leva em conta o risco de ruptura e o estado geral do paciente, segundo diretrizes da AHA.

O que fazer a partir de hoje?

Você não precisa viver com medo, mas precisa estar atento. Veja atitudes importantes:

  1. Controle a pressão arterial regularmente;

  2. Não fume. Se fuma, procure ajuda para parar.

  3. Informe seu médico se há casos de aneurisma na família.

  4. Faça acompanhamento regular, especialmente após os 40 anos.

  5. Não banalize uma dor de cabeça súbita e muito diferente do habitual.

Procure atendimento imediato se houver:

• Dor de cabeça intensa e repentina, diferente de tudo que já sentiu.

• Dor de cabeça forte acompanhada de desmaio, confusão mental ou rigidez no pescoço.

A história de Adriana Araújo mostra que o aneurisma pode atingir qualquer pessoa. Informação e rapidez no atendimento fazem toda a diferença.

💬 Você sabia que uma dor de cabeça pode ser sinal de algo tão grave?

Conte nos comentários o que mais te chamou atenção nessa notícia.

📣 Se essa informação pode ajudar alguém, compartilhe agora.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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