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Antes da dor chegar: os alertas do joelho e o papel dos genes

Entenda como fatores genéticos influenciam o desgaste da cartilagem e podem alertar para osteoartrite no joelho antes dos sintomas se agravarem.

4 min de leituraPublicado em 26/01/2026
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Antes da dor chegar: os alertas do joelho e o papel dos genes

A osteoartrite é uma doença crônica caracterizada pela degeneração progressiva da cartilagem que recobre as articulações.

Essa cartilagem funciona como um “amortecedor” entre os ossos, evitando atrito e facilitando movimentos suaves. Quando ela se desgasta, os ossos podem se friccionar diretamente, causando dor, rigidez e limitação de movimento.

A osteoartrite de joelho é uma das formas mais comuns justamente porque essa articulação suporta grande parte do peso do corpo.

Apesar de muitas pessoas associarem a osteoartrite ao envelhecimento natural, trata-se de uma condição complexa em que vários fatores se combinam para desencadear o processo de desgaste articular, incluindo a predisposição genética.

Sinais precoces que merecem atenção

O aviso de que algo não vai bem no joelho pode começar com sinais sutis.

Dor que surge após atividades simples como caminhar ou subir escadas, estalos ao mover a articulação, sensação de rigidez ao acordar ou depois de um período sentado, ou até uma dificuldade progressiva de dobrar o joelho podem ser indicativos iniciais.

Com o tempo, a dor pode ocorrer mesmo em repouso e a articulação pode parecer “travar” ou perder força.

Identificar esses sinais precocemente é importante porque, embora a osteoartrite não tenha cura, tratamentos e mudanças no estilo de vida podem retardar sua progressão e melhorar a qualidade de vida.

O papel dos genes no risco de osteoartrite

A tendência de desenvolver osteoartrite não é determinada por um único gene. Em vez disso, várias variações no DNA podem influenciar a susceptibilidade à doença.

Estudos indicam que a herança genética pode explicar uma parte significativa do risco de osteoartrite, estimativas apontam que entre 39% e até mais de 60% da variação na probabilidade de desenvolver a condição está relacionada à genética, dependendo do estudo e da população analisada.

Essas variações genéticas ocorrem em genes que regulam proteínas importantes para a estrutura e a reparação da cartilagem, como aqueles que codificam o colágeno (uma proteína fundamental da cartilagem) e fatores que controlam seu crescimento e manutenção.

Alguns desses genes associados incluem GDF5, COL2A1, MMP13 e ASPN, entre outros.

Ter um histórico familiar de osteoartrite, especialmente em parentes de primeiro grau como pais ou irmãos, pode aumentar a atenção sobre a saúde das suas articulações.

Isso não significa que a doença vai inevitavelmente se desenvolver, mas sim que o risco pode ser maior.

Genes e ambiente: uma parceria no risco da doença

Mesmo com uma predisposição genética, outros fatores continuam determinantes para o aparecimento e a evolução da osteoartrite.

A idade avançada, obesidade, lesões articulares prévias, desalinhamentos biomecânicos e atividades de alto impacto podem acelerar o desgaste da cartilagem.

Ou seja, os genes podem “acender a chama”, mas o ambiente e o estilo de vida podem aumentar ou atenuar essa reação.

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Quando procurar um profissional de saúde

• Se a dor é frequente ou está piorando;

• Se o joelho limita atividades do dia a dia;

• Se há inchaço ou perda de movimento.

O médico pode:

→ Avaliar o joelho com exame físico;

→ Solicitar exames de imagem, como radiografia ou ressonância magnética;

→ Orientar o melhor plano de cuidado para cada caso.

Mudanças simples que fazem diferença

↪︎ Controle do peso corporal: menos peso significa menos carga sobre o joelho

↪︎ Exercícios orientados: fortalecem os músculos e protegem a articulação

↪︎ Alongamentos regulares: ajudam a manter mobilidade e reduzir rigidez

↪︎ Evitar sobrecarga: cuidado com impacto excessivo, movimentos repetitivos e esforço sem preparo

Pequenas mudanças contínuas ajudam a retardar a progressão da osteoartrite.

A osteoartrite do joelho é uma condição que une fatores genéticos e ambientais em sua origem. Reconhecer sinais precoces pode fazer diferença para o manejo da doença.

A genética pode fornecer pistas importantes sobre o risco individual, mas isso não exclui a influência de hábitos de vida e cuidados preventivos.

Com o conhecimento adequado e acompanhamento médico, é possível lidar melhor com esse processo degenerativo e preservar a qualidade de vida.

💬 E você, já sentiu algum desses sinais no joelho ou conhece alguém com artrose?

Conte nos comentários o que mais chamou sua atenção ou se esse tema já faz parte da sua realidade.

📣 Se essa notícia foi útil, deixe seu gostei e compartilhe com alguém que precisa entender melhor os sinais de alerta do joelho.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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