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Baixa testosterona ganha destaque após relato do cantor Zé Felipe

Condição comum pode afetar energia, humor e fertilidade masculina

4 min de leituraPublicado em 18/03/2026
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Baixa testosterona ganha destaque após relato do cantor Zé Felipe

O cantor Zé Felipe chamou atenção nas redes sociais ao revelar que foi diagnosticado com baixa testosterona e iniciou reposição hormonal.

O caso trouxe à tona uma dúvida comum entre homens de diferentes idades: quando essa condição precisa de tratamento e quais são os riscos de ignorá-la.

Especialistas reforçam que o acompanhamento médico é essencial para evitar complicações.

O que é a tal “baixa testosterona”?

A testosterona é o principal hormônio masculino e funciona como um “regulador geral” do corpo. Ela influencia desde o desejo sexual até a disposição, força muscular e produção de espermatozoides.

A produção desse hormônio acontece nos testículos e é controlada pelo cérebro, principalmente pela hipófise, uma glândula que funciona como “central de comando hormonal”. Quando há falha nesse sistema, a produção cai.

Nesse contexto, quando os níveis estão abaixo do esperado, chamamos de hipogonadismo. Na prática, é como se o organismo estivesse operando em “modo econômico”, com menos energia e desempenho.

Esse quadro é mais comum do que muita gente imagina. Estudos mostram que cerca de 20% a 30% dos homens acima dos 40 anos podem apresentar níveis reduzidos de testosterona, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e revisões clínicas internacionais.

E esse número pode ser ainda maior quando há fatores como obesidade ou doenças crônicas.

Esse problema pode aparecer com o envelhecimento, mas homens jovens também podem desenvolver o problema. Entre as causas mais comuns estão:

→ Excesso de gordura corporal (especialmente abdominal);

→ Uso de anabolizantes (que “desligam” a produção natural do corpo);

→ Distúrbios hormonais;

→ Doenças como diabetes.

Pensa comigo: é como uma fábrica que depende de vários setores funcionando bem. Se uma parte falha, toda a produção diminui. No corpo, esse “sistema hormonal” precisa estar em equilíbrio para a testosterona ser produzida normalmente.

E aqui entra um ponto importante, pois muitos homens convivem com os sintomas por anos sem investigar, seja por vergonha ou por achar que é algo “normal da idade”. Só que nem sempre é. E dá para tratar, com acompanhamento adequado.

Sinais de atenção

Nem todo cansaço ou queda de libido significa baixa testosterona. Mas alguns sinais merecem atenção:

• Diminuição do desejo sexual;

• Cansaço frequente, mesmo após descanso;

• Perda de massa muscular;

• Aumento de gordura corporal;

• Alterações de humor, como irritabilidade ou desânimo.

Sabe aquele dia em que tudo parece mais pesado e sem energia? Quando isso vira rotina, pode ser um alerta do corpo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o diagnóstico só deve ser feito com exames de sangue e avaliação clínica, nunca apenas pelos sintomas.

O tratamento e impactos do dia a dia

Nem todo homem com testosterona baixa precisa de reposição. Na prática, o tratamento só é indicado quando existem sintomas e exames confirmando níveis baixos.

A reposição hormonal pode ser feita com testosterona em gel, injeções ou adesivos, sempre com prescrição médica.

Mas atenção, usar testosterona sem necessidade pode trazer riscos importantes, como problemas cardiovasculares, alterações no fígado e infertilidade (queda na produção de espermatozoides).

O caso de Zé Felipe joga luz sobre um ponto que ainda é pouco falado, uma vez que, muitos homens convivem com sintomas por anos sem investigar.

Seja por vergonha, falta de informação ou aquela ideia de que “é normal com a idade”, o problema acaba sendo deixado de lado.

Segundo a SBEM, a deficiência de testosterona ainda é subdiagnosticada, ou seja, muitos casos existem, mas não chegam ao consultório. E isso atrasa o cuidado e impacta qualidade de vida, relações e até a saúde metabólica.

Além disso, o estilo de vida pesa muito nesse cenário, pois alguns fatores também podem influenciar a diminuição da testosterona, como:

Dormir mal desregula a produção hormonal (o corpo “se perde” no ritmo);

Sedentarismo reduz estímulos naturais para produção de testosterona;

Excesso de álcool funciona como um “freio” na fabricação do hormônio;

Ou seja, investigar sintomas não é exagero. É autocuidado. E, muitas vezes, pequenos ajustes já fazem diferença importante.

O que você pode fazer a partir de hoje?

✔ Observe mudanças no seu corpo e energia;

✔ Procure um endocrinologista ou urologista se notar sintomas persistentes;

✔ Evite automedicação ou uso de “hormônios por conta própria”;

✔ Invista em sono de qualidade e atividade física;

✔ Mantenha alimentação equilibrada.

A baixa testosterona ainda é cercada de silêncio, mas o corpo não fica em silêncio quando algo não vai bem.

O caso de Zé Felipe ajuda a abrir espaço para uma conversa necessária: sentir cansaço constante, queda de libido ou desânimo não deve ser simplesmente ignorado.

No fim das contas, cuidar da saúde não diminui ninguém. Pelo contrário, é o que permite viver melhor.

💬 Você já percebeu mudanças na sua energia ou disposição no dia a dia?

Conte nos comentários o que te surpreendeu ou preocupou mais.

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Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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