Bem-estar em alta: movimento de “wellness” cresce entre jovens e adultos e muda hábitos
Rotinas saudáveis ganham espaço em diferentes gerações, impulsionadas por novos hábitos, tecnologia e busca por qualidade de vida.

O interesse por bem-estar ou “wellness”, termo usado globalmente para descrever práticas de saúde física e mental, está em forte expansão.
Relatórios recentes mostram que não é só entre os jovens, uma vez que diferentes gerações estão adotando rotinas mais saudáveis, desde cuidados com a alimentação até a busca por exercícios, descanso de qualidade e equilíbrio emocional.
A McKinsey & Company aponta que o mercado global de wellness já movimenta mais de US$ 2 trilhões por ano, com crescimento puxado principalmente pelos mais jovens, mas acompanhado também pelos adultos mais velhos, que ampliaram seus gastos com saúde, sono, nutrição e atividade física.
Academias lotadas e menos álcool: um comportamento compartilhado
O relatório da UKActive de 2025 mostra que o número de matrículas em academias no Reino Unido atingiu o maior nível da história, chegando a 11,5 milhões.
O aumento é liderado pela Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012), mas inclui altos índices também entre Millennials (1981–1996) e até membros da Geração X (1965–1980), que aderiram ao exercício como estratégia para melhorar disposição, sono e prevenir doenças crônicas.
Além disso, pesquisas recentes indicam queda no consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens, que preferem lazer ao ar livre, atividades físicas e rotinas mais equilibradas.
O movimento se espalha entre adultos mais velhos, que também mostram redução gradual no consumo, ainda que em ritmo menor.
O que explica esse movimento?
Nos diferentes grupos etários, o bem-estar cresce, mas por razões que variam um pouco:
Entre os mais jovens
Estudos mostram que muitos buscam combater ansiedade, estresse e dificuldade de concentração.
Segundo uma pesquisa global citada pela Les Mills, 65% dos jovens afirmam treinar para controlar ansiedade, burnout e foco, e não apenas por estética.
A McKinsey destaca ainda que a Geração Z coloca o bem-estar entre suas três principais prioridades de vida, e que cresce o interesse por wellness digital, como aplicativos de meditação, sono e treinos online.
Entre adultos e gerações mais velhas
O bem-estar cresce por motivos complementares:
→ Prevenção de doenças;
→ Melhora da mobilidade e da autonomia;
→ Busca por longevidade com qualidade;
→ Controle do estresse crônico.
Essa adesão tem feito parte do mercado de wellness crescer também nesses grupos, especialmente em áreas como sono, alimentação saudável e programas de condicionamento físico voltados à saúde.
Quando o autocuidado vira tendência global
O conceito de wellness atual não se limita ao corpo: inclui saúde mental, sono, aparência, nutrição e bem-estar emocional.
Ou seja, as pessoas estão adotando uma visão mais completa do que significa “estar bem”.
Somado ao acesso facilitado à informação e à cultura das redes sociais, o tema se tornou parte da rotina diária. Consultar aplicativos de meditação, monitorar o sono e registrar treinos virou algo comum em diferentes idades.
O crescimento do interesse por wellness não é apenas uma moda passageira. É uma mudança cultural profunda, que passa por jovens, adultos e gerações mais velhas.
Cada grupo tem seus motivos, mas todos se encontram em um ponto comum: o desejo de viver com mais saúde, equilíbrio e qualidade.
A busca por bem-estar mostra que a sociedade está olhando para a saúde de forma mais ampla e preventiva. E essa mudança, além de refletir novos valores, tem potencial para impactar positivamente a vida de milhões de pessoas nos próximos anos.



