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Brasil ainda se sente despreparado para nova pandemia

Mais de 80% apontam falhas no preparo do país e cobram ações concretas.

4 min de leituraPublicado em 24/03/2026
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Brasil ainda se sente despreparado para nova pandemia

Uma pesquisa do Datafolha revela um alerta importante: a maioria dos brasileiros acredita que o país ainda não está preparado para enfrentar uma nova pandemia.

O dado chama atenção porque vem poucos anos após a crise da covid-19. Além disso, quase metade da população teme novas emergências sanitárias. O resultado acende um sinal para autoridades e para a própria sociedade.

O que os números mostram?

Os dados são diretos. Segundo levantamento encomendado pelo Instituto Todos pela Saúde:

53% dizem que o Brasil não está preparado;

28% avaliam que está pouco preparado;

→ Apenas 18% veem o país como pronto.

Nesse contexto, isso significa que mais de 8 em cada 10 brasileiros enxergam falhas na capacidade de resposta.

E tem mais. Quase metade da população, 49%, afirma ter alto nível de preocupação com novas pandemias. Outros 36% consideram o risco médio.

Sabe aquele sentimento de “não estamos prontos se acontecer de novo”? É exatamente isso que aparece nos números.

Por que ficou essa sensação?

Mesmo após a pandemia de COVID-19, muitos brasileiros sentem que o aprendizado não virou prática.

Especialistas apontam que essa percepção está ligada a alguns fatores centrais, como um sistema de saúde que ainda enfrenta pressão no dia a dia, falhas na comunicação durante momentos de crise e dúvidas sobre o acesso rápido a vacinas.

Na prática, é como se o país tivesse passado por uma situação difícil, mas ainda não tivesse conseguido organizar completamente as soluções para evitar problemas parecidos no futuro.

Confiança virou um ponto sensível

Um dado chama bastante atenção: 61% das pessoas tiveram dificuldade em saber em quem confiar durante uma crise sanitária.

Isso está ligado à chamada desinformação, ou seja, conteúdos falsos ou distorcidos que se espalham rápido e acabam confundindo as pessoas.

Mesmo assim, há um ponto positivo. A maioria ainda confia em:

→ Médicos e profissionais de saúde (58%);

→ Organização Mundial da Saúde (41%);

→ Ministério da Saúde (40%).

Um consenso raro: centro de controle de doenças

Em meio a tantas opiniões divididas, um ponto chama atenção pela concordância quase total, onde 9 em cada 10 brasileiros dizem que se sentiriam mais seguros se o país tivesse um centro nacional de controle de doenças.

Esse tipo de estrutura funciona como um “cérebro” das emergências, responsável por monitorar surtos, organizar respostas e orientar decisões com base em ciência.

É como ter uma central que enxerga o problema antes que ele cresça e coordena as ações para evitar que saia do controle.

No Brasil, já existem estruturas que desempenham funções parecidas com um centro de controle de doenças, como o Ministério da Saúde, a vigilância epidemiológica e o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), que monitora riscos em tempo real.

O ponto é que essas ações são mais distribuídas e menos visíveis para a população. Por isso, muitas pessoas sentem falta de uma instituição única, mais centralizada e reconhecida, quando o assunto são as emergências de saúde.

Entre percepção e realidade: o papel da população e do sistema

Apesar da sensação de despreparo, os dados mostram que a população brasileira segue, em grande parte, fazendo sua parte.

92% dizem manter hábitos como higiene das mãos;

99% buscam informação por diferentes canais.

Isso indica que há consciência e disposição da população para agir corretamente. O principal desafio está em fortalecer a capacidade de resposta e melhorar a coordenação do sistema de saúde.

Os dados deixam um recado claro: a experiência da covid-19 ainda não se transformou em sensação de segurança para os brasileiros.

Entre preocupação, desconfiança e aprendizado parcial, o país segue diante de um desafio importante, que é transformar lições recentes em preparação real para o futuro.

💬 Você se sente seguro diante de uma nova pandemia?

Conte nos comentários o que te preocupa mais.

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Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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