Chikungunya: Brasil dá passo histórico com nova vacina em dose única
Imunizante do Butantan mostra alta proteção em adolescentes.

O Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica Valneva, desenvolveu a primeira vacina brasileira contra a chikungunya.
Em estudos clínicos com 750 adolescentes de 12 a 17 anos em áreas endêmicas do Brasil, a vacina demonstrou alta eficácia, induzindo produção de anticorpos em 98,8% dos participantes sem exposição prévia ao vírus e 100% naqueles previamente infectados.
O imunizante IXCHIQ, administrado em dose única, manteve a produção de anticorpos em 98% dos imunizados após um ano da aplicação.
Os estudos também indicaram que a vacina é segura, com a maioria dos eventos adversos sendo leves ou moderados, como dor de cabeça e febre, resolvendo-se em poucos dias.
Com esses resultados promissores, o Butantan submeteu os dados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a qual aprovou o uso da vacina no Brasil.
A indicação será para adultos com 18 anos ou mais. Contudo, o imunizante não será recomendado para gestantes, indivíduos com deficiências no sistema imunológico ou que estejam imunossuprimidos.

Vale ressaltar que a chikungunya é uma doença viral transmitida principalmente pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, e os principais sintomas incluem febre alta de início súbito, dores intensas nas articulações, dor de cabeça, náuseas, fadiga e erupções na pele.
Em 2024, o Brasil registrou um aumento significativo nos casos de chikungunya. Até o início de março de 2025, foram notificados 39.065 casos prováveis da doença, representando uma taxa de incidência de 19,2 casos por 100 mil habitantes. No mesmo período, foram confirmados 17 óbitos relacionados à chikungunya, com a maioria dos casos concentrados nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.
Assim, a vacina sendo incorporada no calendário nacional de imunização, será oferecida uma nova ferramenta para combater a chikungunya no país.



