Conheça a campanha “Um teste pode mudar tudo” para hepatites virais!
Ação reforça o “Julho Amarelo” e incentiva o diagnóstico precoce para reduzir a mortalidade por hepatites no Brasil

Ministério da Saúde deu início à campanha nacional “Um teste pode mudar tudo”, com o objetivo de ampliar a testagem e o diagnóstico precoce das hepatites virais em todo o Brasil.
A iniciativa reforça a importância da identificação rápida da doença para garantir tratamento adequado e evitar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado.
Avanços e desafios no combate às hepatites
Nos últimos dez anos, o país registrou avanços expressivos no combate às hepatites virais:
- Redução de 50% na mortalidade por hepatite B
- Redução de 60% na mortalidade por hepatite C
Esses resultados são atribuídos ao fortalecimento das campanhas de vacinação, à ampliação do acesso ao tratamento e à mobilização promovida por ações como o “Julho Amarelo”, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais.
Apesar dos avanços, especialistas alertam para a necessidade de intensificar a testagem, principalmente para a hepatite B, que ainda apresenta desafios relacionados a adesão a vacina, ao diagnóstico tardio e ao acompanhamento dos pacientes.
Diferente da hepatite B, a hepatite C ainda não tem vacina, mas tem cura. O tratamento antiviral disponível pelo SUS apresenta taxas de cura superiores a 95%.
No entanto, a maioria dos casos também é assintomática, o que reforça a importância da testagem em populações prioritárias, como pessoas com mais de 40 anos, usuários de drogas e pessoas que receberam transfusões antes de 1993.
E as outras hepatites?
Embora a campanha atual priorize a hepatite B e a hepatite C, existem outros tipos de hepatite viral que também exigem atenção:
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Hepatite A: geralmente transmitida por água ou alimentos contaminados, tem evolução aguda e autolimitada. A vacinação está disponível no SUS para crianças.
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Hepatite D (Delta): ocorre apenas em pessoas já infectadas com o vírus da hepatite B e pode agravar significativamente o quadro clínico. A prevenção se dá pela vacina contra hepatite B.
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Hepatite E: mais comum em regiões com saneamento precário, é transmitida por via fecal-oral e, embora geralmente benigna, pode ser grave em gestantes.
Testagem e tratamento: foco da nova campanha
A campanha incentiva a população a procurar as unidades de saúde para realizar o teste rápido, disponível gratuitamente pelo SUS.
O diagnóstico precoce é fundamental para garantir o início imediato do tratamento e interromper a cadeia de transmissão das hepatites.

O Ministério da Saúde reforça que a luta contra as hepatites virais depende do engajamento de toda a sociedade.
A ampliação da testagem, aliada à vacinação e ao tratamento adequado, é essencial para que o Brasil continue avançando na redução da mortalidade e no controle das hepatites virais.



