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Consumo de álcool acende alerta, colocando jovens e mulheres em destaque

Ferramenta em SP mostra alto risco de dependência e estudos indicam que reduzir a ingestão pode salvar milhares de vidas no Brasil.

3 min de leituraPublicado em 16/09/2025
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Consumo de álcool acende alerta, colocando jovens e mulheres em destaque

Recentemente, diversos estudos e iniciativas mostram que o consumo de álcool no Brasil não é só uma questão cultural ou de lazer: é um problema de saúde pública, com impacto direto em vidas, no sistema de saúde e na economia.

Uma ferramenta lançada em São Paulo, chamada Susana, foi criada para ajudar a população a monitorar o próprio padrão de consumo e já revelou dados preocupantes.

Entre os usuários que realizaram a triagem, cerca de 25% apresentaram risco alto ou muito alto de dependência.

O levantamento também mostrou que as mulheres foram maioria entre os interessados, representando 52% dos acessos, e que os jovens de 18 a 29 anos também estão entre os que mais procuram conhecer e refletir sobre seus hábitos de consumo.

Após a avaliação, o sistema oferece orientações personalizadas, como formas de reduzir ou controlar a ingestão de bebidas alcoólicas, além de materiais educativos e de apoio.

O crescimento no consumo abusivo entre mulheres

Esses achados dialogam com uma tendência já observada em escala nacional: o consumo abusivo de álcool entre mulheres quase dobrou nos últimos 17 anos no Brasil.

Em 2006, pouco mais de 7% das brasileiras declaravam beber de forma abusiva, enquanto em 2023 esse índice chegou a 15,2%. Entre jovens de 25 a 34 anos, a prevalência é ainda maior, alcançando 22,2%.

Esse padrão de consumo está relacionado a episódios de ingestão em grande quantidade e de forma concentrada, que podem trazer consequências sérias à saúde física, psicológica e social.

Impacto de vidas perdidas e custos evitáveis

O impacto do álcool, porém, vai além do indivíduo. De acordo com estudo da Fiocruz em parceria com a Vital Strategies e a ACT Promoção da Saúde, uma redução de apenas 20% no consumo poderia evitar cerca de 10,4 mil mortes por ano no Brasil — o que equivale a salvar uma vida por hora.

Essa mudança também traria efeitos econômicos relevantes, prevenindo perdas de produtividade avaliadas em R$ 2,1 bilhões anuais.

Atualmente, o custo do álcool para o país já é altíssimo: em 2019, foi estimado em R$ 18,8 bilhões, considerando despesas hospitalares, procedimentos ambulatoriais e impactos econômicos indiretos.

Os dados deixam claro que o consumo abusivo de álcool deixou de ser uma questão restrita à vida pessoal e passou a ser um problema coletivo, que envolve saúde, sociedade e economia.

O crescimento entre mulheres e jovens mostra tanto uma mudança de comportamento quanto uma oportunidade: são também esses grupos que mais procuram compreender e ajustar seus hábitos.

Investir em estratégias de prevenção, como políticas públicas de controle, campanhas educativas, acompanhamento especializado e uso de ferramentas digitais, pode fazer toda a diferença.

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Se você está se questionando sobre seu consumo, essa é uma boa hora para olhar para seus hábitos, usar ferramentas disponíveis, buscar informação — porque saúde não é só ausência de doença, é também qualidade de vida.

Refletir sobre o próprio padrão de consumo é um passo importante. Reduzir a ingestão de álcool não é apenas uma escolha individual de bem-estar, mas uma ação que pode impactar positivamente milhares de vidas e aliviar o sistema de saúde.

O que está em jogo não é apenas beber menos, mas viver mais e melhor!

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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