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Convulsão de Henri Castelli no BBB acende alerta: Entenda o que aconteceu e como agir em situações semelhantes

Episódio do ator durante prova reacende dúvidas sobre causas, riscos e primeiros socorros em crises convulsivas.

4 min de leituraPublicado em 15/01/2026
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Convulsão de Henri Castelli no BBB acende alerta: Entenda o que aconteceu e como agir em situações semelhantes

O ator Henri Castelli, 47 anos, sofreu duas convulsões nesta quarta-feira (14), durante a primeira prova de líder da edição de 2026 do Big Brother Brasil.

Ele passou mal após mais de dez horas de prova de resistência e precisou de atendimento médico em hospital da Barra da Tijuca (Rio de Janeiro).

Depois de ser liberado e voltar para a casa, convulsionou de novo no gramado próximo à piscina. Em vídeos compartilhados nas redes, ele chegou a comentar após o primeiro atendimento que tinha tido “epilepsia, um ataque, uma convulsão”.

A Globo informou que Castelli está consciente e com quadro estável de saúde após os eventos.

O que é uma convulsão?

Uma convulsão é um evento caracterizado por uma descarga elétrica abrupta e anormal no cérebro, que pode gerar movimentos involuntários, perda de consciência ou alterações sensoriais e de comportamento.

Nem toda convulsão significa que a pessoa tem epilepsia, que é uma condição crônica em que o cérebro tende a ter crises repetidas, mas sim um evento agudo provocado por desequilíbrios elétricos em neurônios.

É importante diferenciar: uma convulsão isolada não significa que alguém tem epilepsia. Epilepsia é diagnosticada quando há duas ou mais crises não provocadas, ou risco elevado de novas crises, observado clinicamente e por exames específicos.

Estudos e revisões científicas no mundo estimam que até 8% a 10% das pessoas terão pelo menos uma convulsão ao longo da vida, mesmo sem diagnóstico de epilepsia.

No Brasil, estimativas indicam prevalência semelhante à média mundial, reforçando que convulsões isoladas são relativamente comuns.

Por que convulsões podem ocorrer?

Convulsões podem acontecer por muitos motivos. No caso de Castelli, especialistas apontam para fatores típicos de provas de resistência:

Privação de sono: dormir pouco altera o equilíbrio elétrico do cérebro e pode baixar o limiar para convulsões;

Desidratação e distúrbios eletrolíticos: a falta de líquidos e de sais minerais como sódio interfere na condução elétrica dos neurônios;

Hipoglicemia (baixa de glicose): a falta de energia adequada para o cérebro pode desencadear crises;

Estresse físico e emocional: situações de alta tensão e exaustão corporal também atuam como gatilhos.

Além desses, causas variadas estão associadas às convulsões em geral, incluindo epilepsia, febre alta, intoxicações, abstinência de substâncias, lesões no cérebro, infecções do sistema nervoso central ou distúrbios metabólicos.

Como agir ao presenciar uma convulsão?

Especialistas em saúde recomendam:

1. Manter a calma — o evento em geral dura segundos a poucos minutos.

2. Colocar a pessoa de lado — isso ajuda a manter as vias respiratórias claras e reduz risco de aspiração de saliva ou vômito.

3. Proteger a cabeça — colocar algo macio sob ela e afastar objetos duros ao redor.

4. Não imobilizar os movimentos — tentar segurar a pessoa pode causar lesões;

5. Nunca colocar objetos ou dedos na boca — este é um mito perigoso que pode causar mordidas, fraturas dentárias ou engasgos;

6. Monitorar o tempo da crise — se durar mais de 5 minutos, ocorrer repetidamente ou for a primeira vez, procure atendimento de emergência.

⚠️ Crises prolongadas (mais de cinco minutos) ou que se repetem em sequência, dificuldades para respirar após o episódio, ou ferimentos durante a convulsão são sinais para buscar atendimento imediato.

Após a crise, a pessoa pode ficar confusa ou sonolenta. É importante ficar com ela até que recupere a consciência e esteja alerta.

Mesmo quando a causa pareça óbvia (como privação de sono ou desidratação), uma avaliação médica é necessária para investigar possíveis causas estruturais, metabólicas ou predisposições que possam aumentar o risco de novos episódios.

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O episódio de Henri Castelli mostra que convulsões podem acontecer mesmo em pessoas sem diagnóstico neurológico prévio, especialmente em condições de estresse físico intenso.

Entender o que são convulsões, saber como agir em uma emergência e diferenciar os termos (convulsão vs. epilepsia) ajuda a reduzir medo e disseminar práticas de primeiros socorros que podem salvar vidas e evitar danos desnecessários.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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