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Dia Mundial da Segurança do Paciente: Cuidar com Atenção é Proteger Vidas

Em 2025, a campanha global foca na proteção de crianças e bebês contra erros evitáveis no sistema de saúde.

3 min de leituraPublicado em 17/09/2025
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Dia Mundial da Segurança do Paciente: Cuidar com Atenção é Proteger Vidas

17 de setembro de 2025 marca mais um Dia Mundial da Segurança do Paciente, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para lembrar governos, profissionais e também os próprios usuários de saúde sobre a importância de reduzir danos que poderiam ser evitados nos atendimentos médicos.

Segurança do paciente é garantir que uma pessoa não sofra danos enquanto recebe atendimento de saúde. É oferecer um cuidado certo, no momento certo e da forma certa, reduzindo riscos e protegendo a saúde de quem está sendo atendido.

Neste ano, o foco está nas crianças e recém-nascidos, com a campanha: “Cuidado seguro para todo recém-nascido e toda criança”. A mensagem é simples e poderosa: a segurança precisa começar logo no início da vida.

Por que o cuidado infantil merece tanta atenção?

Crianças e bebês são mais frágeis. O corpo ainda está em desenvolvimento, e até um detalhe pequeno pode gerar grandes consequências.

Um erro de medicação, um diagnóstico feito tarde demais ou uma infecção contraída dentro do hospital podem ter consequências graves e duradouras na vida de uma criança, afetando seu crescimento, bem-estar ou até mesmo provocar sequelas permanentes.

Nesse contexto, a campanha objetiva aumentar a conscientização sobre os riscos em cuidados a crianças; mobilizar governos e instituições de saúde a implementar práticas de segurança neonatal e pediátrica; dar voz e capacitar os pais, cuidadores e as próprias crianças; além de fortalecer pesquisas nessa área.

Os números que preocupam

Segundo a OMS/OPAS, muitos recém-nascidos nas Américas ainda enfrentam riscos de complicações e infecções que poderiam ser prevenidas com boas práticas de cuidado.

No Brasil, levantamentos indicam que 1 em cada 20 pacientes internados sofre algum dano evitável, e em cerca de 12% dos casos o desfecho é grave.

Os erros mais comuns em pediatria incluem: dose errada de remédios, diagnósticos imprecisos, infecções hospitalares e falhas em equipamentos ou comunicação.

Alguns episódios recentes no país chamaram atenção e servem de alerta:

↪︎ Erros de dosagem em crianças, quando a medicação não foi ajustada conforme peso ou idade.

↪︎ Sinais de alerta ignorados, considerados “normais” para adultos, mas que em crianças levaram a complicações graves.

↪︎ Infecções em UTIs neonatais, que poderiam ter sido prevenidas com higiene adequada e protocolos mais rígidos.

Esses exemplos mostram que a segurança depende não só dos profissionais, mas de todo o sistema, desde protocolos até a comunicação entre equipe, pacientes e familiares.

O que você pode fazer como paciente ou familiar?

A segurança também está nas mãos de quem usa os serviços de saúde. Algumas atitudes simples podem fazer diferença:

✔️ Pergunte sempre sobre exames, medicamentos e riscos.

✔️ Confirme a identificação antes de receber medicação ou passar por um procedimento.

✔️ Informe alergias e histórico médico.

✔️ Observe a higiene de quem presta o cuidado.

✔️ Anote informações e peça explicações claras.

✔️ Notifique erros ou situações de risco para que não se repitam.

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Um paciente pode fazer a notificação de forma simples, contando o que aconteceu para a equipe de saúde ou registrando no setor de ouvidoria do hospital. Muitos hospitais também têm formulários impressos ou online para esse fim. Basta relatar o que ocorreu, quando e onde, mesmo que não saiba todos os detalhes.

Neste Dia Mundial da Segurança do Paciente, a mensagem é clara: todo cuidado importa, principalmente nos primeiros anos de vida.

Proteger nossas crianças é garantir que cresçam com saúde, segurança e qualidade de vida.

Pergunte, participe, observe e ajude a transformar o cuidado em algo cada vez mais seguro. Afinal, toda criança merece ser protegida desde o início.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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