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Embalagens plásticas liberam microplásticos e contaminam alimentos

O perigo está escondido dentro das embalagens que você usa todo dia.

2 min de leituraPublicado em 26/06/2025
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Embalagens plásticas liberam microplásticos e contaminam alimentos

Uma nova pesquisa publicada na revista científica NPJ Science of Food acende um alerta sobre um risco invisível presente no dia a dia: a contaminação de alimentos por micro e nanoplásticos liberados pelas próprias embalagens.

O estudo, liderado pela pesquisadora Lisa Zimmermann, do Food Packaging Forum, mostra que até mesmo ações rotineiras — como abrir embalagens de carnes, frutas, frios, queijos ou garrafas com tampas plásticas — podem transferir partículas microscópicas de plástico diretamente para os alimentos e bebidas.

Segundo os pesquisadores, o atrito causado ao rasgar filmes plásticos, abrir e fechar tampas ou até preparar um chá com saquinho pode liberar uma quantidade significativa dessas partículas.

A contaminação também ocorre em embalagens consideradas menos óbvias, como caixas de leite ou suco com revestimento plástico interno, e potes de vidro com tampas metálicas plastificadas.

Os microplásticos já foram detectados em uma ampla variedade de produtos consumidos regularmente, incluindo água mineral, cerveja, refrigerantes, peixe enlatado, arroz, sal de mesa, comidas para viagem e até saquinhos de chá.

Alimentos ultraprocessados apresentam níveis ainda maiores de contaminação, devido ao maior contato com equipamentos plásticos durante o processamento.

Além das partículas plásticas, uma investigação paralela identificou mais de 3.600 substâncias químicas que podem migrar das embalagens para os alimentos ao longo da cadeia de produção e armazenamento.

Entre essas, substâncias, 79 são associadas a riscos graves à saúde, como câncer, mutações genéticas, distúrbios hormonais e problemas reprodutivos.

Embora ainda não haja regulamentação específica para limitar a presença de microplásticos em embalagens, especialistas recomendam:

  • Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados;
  • Evitar reaquecer alimentos em plásticos;
  • Priorizar embalagens de vidro ou materiais naturais para minimizar a exposição.

O estudo reforça a necessidade de atenção imediata de consumidores, fabricantes e autoridades para o impacto dos microplásticos na saúde humana — um desafio crescente em um mundo cada vez mais dependente do plástico.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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