Enquanto Mounjaro é Aprovado da Anvisa, os Relatos de Alterações Físicas Aumentam
Usuários de Ozempic relatam alterações físicas e há novas perspectivas para este mercado.

A Anvisa acaba de aprovar o uso do Mounjaro (tirzepatida) para tratamento da obesidade no Brasil, marcando uma nova era na abordagem medicamentosa do excesso de peso.
Agora, adultos com IMC a partir de 30, ou acima de 27 com comorbidades como hipertensão ou pré-diabetes, poderão contar com essa nova opção terapêutica, já disponível anteriormente apenas para diabetes tipo 2.
Produzido pela farmacêutica Lilly, o Mounjaro demonstrou eficácia significativa em estudos clínicos, como o SURMOUNT-1, no qual pacientes perderam peso de forma mais acentuada ao combinar o uso do medicamento com dieta e exercícios, em comparação ao grupo placebo.
A aprovação ocorre em meio a um "boom" de popularidade de medicamentos similares, como o Ozempic (semaglutida), que além de sucesso entre celebridades, gerou debate nas redes sobre efeitos físicos indesejados.
Termos como “rosto de Ozempic” e “cabeça de Ozempic” vêm sendo usados para descrever as mudanças visuais causadas pela perda rápida de gordura e massa magra, levando à flacidez, perda de volume facial e desproporcionalidade corporal.
Além disso, nas redes sociais, relatos de usuários do Ozempic sobre um suposto aumento do órgão genital têm gerado curiosidade e debates. No entanto, não há evidências científicas que comprovem essa associação.
Nesse contexto, especialistas alertam para o uso inadequado desses remédios, que pode causar náuseas, vômitos, queda de cabelo e até desequilíbrios ósseos.
A recomendação é que o uso de qualquer medicamento para emagrecimento seja feito com acompanhamento médico, aliado à reeducação alimentar e à prática de exercícios.
A expectativa em torno dos medicamentos para emagrecimento deve crescer ainda mais com o lançamento das primeiras canetas emagrecedoras genéricas no Brasil, previsto para o segundo semestre de 2025.
A farmacêutica EMS recebeu autorização para produzir versões mais acessíveis dos injetáveis à base de semaglutida, como o Ozempic.
A chegada dessas medicações com indicação formal para obesidade podem oferecer uma alternativa segura e eficaz, entretanto os debates sobre os efeitos e o uso consciente dessas medicações, com responsabilidade e sob supervisão profissional, deve ser intensificado.



