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Esporotricose avança no Brasil e preocupa autoridades de saúde

Casos da infecção fúngica transmitida por gatos disparam; doença já é considerada epidemia e notificação passou a ser obrigatória em 2025.

2 min de leituraPublicado em 23/06/2025
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Esporotricose avança no Brasil e preocupa autoridades de saúde

A esporotricose, infecção causada pelo fungo Sporothrix brasiliensis, está em franca expansão no Brasil e já é considerada uma epidemia nacional.

Transmitida principalmente por gatos domésticos, a doença registrou aumento expressivo de casos em praticamente todos os estados, com destaque para o Rio de Janeiro, considerado epicentro nacional do surto.

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2023 foram notificados 1.239 casos de esporotricose no país, e outros 945 casos já haviam sido registrados até junho de 2024, evidenciando a rápida disseminação da doença. Nesse contexto, o Brasil pode ter até mais de 40.000 casos por ano globalmente, mas o subregistro nacional dificulta a real dimensão da doença

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde publicou em março de 2025 uma portaria tornando a esporotricose uma doença de notificação compulsória em todo o território nacional.

A transmissão da esporotricose ocorre principalmente por arranhões, mordidas ou contato com secreções de gatos infectados, mas também pode acontecer pelo contato com materiais orgânicos contaminados, como gravetos e espinhos.

A doença se manifesta por lesões na pele e pode atingir mucosas ou órgãos internos, especialmente em pessoas imunossuprimidas.

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Atualmente, não existe vacina para a esporotricose, e o tratamento é feito com medicamentos antifúngicos.

Especialistas alertam para a importância do controle da doença em animais, especialmente gatos, e recomendam que tutores evitem que seus pets tenham acesso à rua e entrem em contato com outros animais.

A rápida proliferação da esporotricose e a dificuldade de controle, sobretudo pela grande população de gatos de rua, exigem vigilância ativa, qualificação das equipes de saúde e conscientização da população sobre os riscos e formas de prevenção.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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