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Exercício pode ajudar na depressão e ansiedade tanto quanto tratamentos tradicionais

Caminhar, musculação e ioga reduzem sintomas e podem complementar remédios e terapia, com orientação.

3 min de leituraPublicado em 25/02/2026
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Exercício pode ajudar na depressão e ansiedade tanto quanto tratamentos tradicionais

Mexer o corpo não é só “bom para o coração”. Estudos grandes mostram que atividade física pode reduzir sintomas de depressão e ansiedade e, em alguns casos, ter efeito parecido com abordagens clássicas como remédios e psicoterapia.

Isso importa para quem já tem diagnóstico, para quem está começando a sentir sinais e para quem quer prevenir pioras com uma estratégia acessível e segura.

Caminhada, corrida leve, musculação e ioga aparecem entre as atividades com melhores efeitos.

Mas atenção: isso não significa trocar remédio ou terapia por academia. A mensagem é outra. O exercício pode ser parte importante do tratamento, muitas vezes junto com acompanhamento médico e psicológico.

“Não é força de vontade”. É o corpo mudando por dentro

Depressão e ansiedade não são “falta de força de vontade”. São condições que mexem com sono, energia, concentração, apetite, medo, pensamento e até dores no corpo.

E o exercício atua em várias frentes. Quando você pratica exercício físico, várias mudanças acontecem ao mesmo tempo no organismo.

A atividade ajuda a regular o sono, reduz os níveis de estresse e estimula a liberação de substâncias no cérebro ligadas à sensação de bem-estar, como endorfinas e neurotransmissores que participam da regulação do humor.

Isso não é algo “emocional” apenas. É um processo biológico. Ou seja, envolve o funcionamento do corpo e do cérebro, com efeitos reais na química cerebral e na forma como o organismo responde ao estresse.

Pensa comigo: se a mente está como um quarto com fumaça, o movimento ajuda a abrir janelas. Não resolve tudo sozinho, mas melhora o ar para você conseguir respirar e pensar melhor.

Quais tipos de exercícios ajudam mais?

Os estudos sugerem que caminhada/corrida leve, ioga e treino de força, como musculação, exercícios com o peso do corpo ou elásticos, aparecem com bons resultados para sintomas depressivos.

Estudos observaram benefícios em diferentes tipos de atividade e, além disso, indicaram que programas mais curtos, por volta de 12 semanas ou menos, tiveram bons efeitos em muitos cenários.

Na prática, o mais importante não é escolher o exercício “ideal”, e sim aquele que você consegue manter na rotina. A regularidade faz mais diferença do que intensidade extrema ou planos mirabolantes que duram pouco.

Assim, fazer atividade física de forma consistente, mesmo que em menor quantidade no início, tende a trazer mais benefícios para a saúde mental do que começar com muita empolgação e abandonar semanas depois.

O que isso muda na vida real?

Se você está em tratamento, a mensagem não é “largar tudo e correr no parque”. É conversar com seu médico ou psicólogo para colocar o movimento como parte do plano, do mesmo jeito que sono e alimentação entram na conversa.

O próprio Guia de Atividade Física para a População Brasileira reforça que atividade física ajuda a reduzir estresse e sintomas de ansiedade e depressão e recomenda, para adultos, pelo menos 150 minutos por semana de atividade moderada (aquela em que dá para falar, mas com alguma dificuldade).

E a Organização Mundial da Saúde reforça uma faixa semelhante de recomendação semanal para adultos, de 150 a 300 minutos de exercícios moderados, ou equivalente.

Pense no exercício como um remédio em “pílulas” pequenas ao longo da semana. Você não precisa tomar tudo de uma vez. Dá para fracionar.

No fim das contas, a ciência deixa um recado claro: movimentar o corpo também é uma forma de cuidar da mente.

Exercício não substitui automaticamente remédios ou terapia, mas pode ser um aliado poderoso no tratamento e na prevenção da depressão e da ansiedade.

Incorporar atividade física à rotina, com orientação quando necessário, é um passo simples, acessível e com respaldo científico para fortalecer a saúde mental no dia a dia.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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