FDA bane corantes derivados do petróleo ligados a hiperatividade infantil: e agora, Brasil?
Medida histórica nos EUA proíbe oito aditivos presentes em doces e bebidas; especialistas alertam para riscos ao cérebro das crianças e pressionam por revisão das normas brasileiras.

Em uma decisão inédita, a FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) anunciou o banimento de oito corantes artificiais derivados do petróleo, amplamente utilizados em alimentos industrializados como balas, refrigerantes, cereais e bolos.
A medida, que será implementada até o final de 2026, foi motivada por estudos que associam esses aditivos ao aumento de casos de hiperatividade, distúrbios de atenção e até câncer em crianças.
Entre os corantes proibidos estão o Red 40, Yellow 5, Yellow 6 e a eritrosina (Red 3), todos ainda permitidos no Brasil e presentes em produtos populares nas prateleiras dos supermercados.
Pesquisas recentes apontam que a exposição a essas substâncias pode afetar o desenvolvimento cerebral infantil, além de não trazerem qualquer benefício nutricional.
A decisão dos EUA reacende o debate sobre a segurança alimentar no Brasil. Especialistas e organizações de defesa do consumidor pressionam a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que reavalie a regulamentação desses aditivos, em nome da saúde das crianças brasileiras.
Enquanto isso, pais e responsáveis são orientados a redobrar a atenção aos rótulos e priorizar alimentos naturais na alimentação dos pequenos.



