Febre do Oropouche: Surto Crescente e Primeiras Mortes Alarmam o Brasil
Especialistas alertam para risco à gestantes e pedem reforço na proteção contra picadas.
O Brasil enfrenta em 2025 um aumento expressivo dos casos de febre do Oropouche, com mais de 10 mil registros confirmados até maio, um crescimento de 56% em relação ao ano anterior.
O Espírito Santo lidera os números, concentrando cerca de 6,1 mil casos, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraíba e Ceará.
A doença, transmitida principalmente pelo mosquito maruim, apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, como febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas e diarreia.
Este ano, o país também registrou as primeiras mortes causadas pela febre do Oropouche, um fato inédito até então.
Foram quatro óbitos confirmados, três no Rio de Janeiro e um no Espírito Santo, todos entre fevereiro e março de 2025.
Embora a letalidade seja considerada baixa, o surgimento de casos fatais eleva o nível de alerta das autoridades de saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca o risco elevado para gestantes devido à possível transmissão vertical do vírus da mãe para o feto.
Casos recentes no Brasil indicam que a infecção pode estar associada a complicações graves, como microcefalia, malformações congênitas e óbitos fetais, o que ainda está sendo investigado pelas autoridades de saúde.
Sem tratamento específico, a prevenção é fundamental e inclui o uso de repelentes, roupas que cubram o corpo e o combate aos criadouros do mosquito.
O Ministério da Saúde reforça a vigilância e orienta a população para evitar a exposição ao vetor, especialmente em áreas com alta incidência. O cenário atual exige atenção redobrada para conter a expansão da doença e evitar novas complicações.



