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Hábitos que salvam: novo relatório aponta como reduzir o risco de câncer.

AACR aponta que mudanças em 7 fatores de risco modificáveis podem evitar até metade dos casos de câncer no mundo.

4 min de leituraPublicado em 07/11/2025
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Hábitos que salvam: novo relatório aponta como reduzir o risco de câncer.

A Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR, na sigla em inglês) divulgou o relatório “Reduzindo o risco de desenvolvimento de câncer”. O documento reúne novas evidências científicas sobre os principais fatores que aumentam ou reduzem o risco de desenvolver câncer ao longo da vida.

Segundo o relatório, uma proporção significativa dos casos de câncer está ligada ao estilo de vida e a comportamentos modificáveis.

A mensagem central é direta: pequenas escolhas diárias, repetidas ao longo do tempo, podem ter um impacto enorme na prevenção.

O risco não é “sorte”: comportamento pesa muito

A AACR destaca que 40% a 50% dos casos de câncer poderiam ser evitados caso a população adotasse hábitos mais saudáveis.

O relatório reforça que genética tem impacto, mas os fatores ambientais e comportamentais são mais determinantes.

O relatório destaca sete fatores de risco modificáveis, ou seja, que estão sob controle do próprio indivíduo: uso de tabaco, dieta não saudável, inatividade física, exposição ultravioleta (UV), consumo de álcool, infecções patogênicas e obesidade.

Uso de tabaco

O cigarro continua sendo o principal fator de risco evitável para câncer no mundo. A AACR lembra que ele está relacionado a mais de 15 tipos da doença e não se restringe ao pulmão: boca, esôfago, pâncreas e bexiga são apenas alguns exemplos.

Um dado que chama atenção é que mesmo quem não fuma, mas convive com fumaça alheia, também entra na estatística de risco.

Em relação aos cigarros eletrônicos, o relatório alerta que, embora eles emitam menos carcinógenos que o tabaco convencional, eles ainda liberam diversas substâncias tóxicas, como metais que podem danificar o DNA e provocar inflamação.

Além disso, há evidência de que usuários de cigarros eletrônicos têm 3 a 4 vezes mais chances de começarem a fumar cigarros comuns, ampliando o risco ligado ao tabagismo.

Quanto mais cedo se abandona o cigarro, maior é a redução de danos. Ao parar de fumar, o organismo começa imediatamente a se recuperar. Em alguns anos, o risco de câncer de pulmão pode cair pela metade.

Obesidade

O excesso de peso funciona como uma espécie de “fator multiplicador” dos demais riscos.

Segundo a AACR, ao manter um peso saudável, o indivíduo reduz o risco de pelo menos 13 tipos de câncer.

Uma vez que, a obesidade está associada a alterações hormonais, resistência à insulina e inflamação, mecanismos que aumentam significativamente a chance de tumores.

Consumo de álcool

O álcool não é apenas calórico ou prejudicial ao fígado. A AACR é categórica em reforçar que toda quantidade de álcool aumenta o risco de câncer. A evidência é clara especialmente para câncer de mama, boca, fígado e trato digestivo.

Mesmo o consumo considerado “social” ou “moderado” já pode elevar o risco. Por isso, a recomendação é simples: quanto menos, melhor.

Exposição ultravioleta (UV)

A radiação UV da luz solar e também de câmaras de bronzeamento é o principal fator para o câncer de pele.

O relatório ressalta que a queimadura solar em qualquer fase da vida já aumenta o risco de melanoma no futuro.

Protetor solar frequente, evitar sol forte e usar roupas que protejam são atitudes práticas e altamente preventivas.

Dieta não saudável

A alimentação aparece como um dos fatores mais subestimados. O relatório destaca três vilões com grande evidência científica:

Ultraprocessados (ricos em aditivos, gordura e açúcar);

Carnes processadas (como embutidos, salsicha, bacon);

Excesso de açúcar e bebidas açucaradas.

Além de favorecer ganho de peso, esse padrão alimentar aumenta processos inflamatórios no organismo, o que está associado ao desenvolvimento de tumores. Em contrapartida, dietas ricas em frutas, verduras e alimentos naturais têm efeito protetor.

Infecções patogênicas

Alguns vírus e bactérias estão diretamente vinculados ao surgimento de tumores. Os exemplos mais citados são:

HPV – relacionado ao câncer de colo do útero e orofaringe;

Hepatite B e C – associadas ao câncer de fígado;

Helicobacter pylori – principal causa de câncer gástrico.

Por isso, vacinas e tratamento precoce são considerados ações preventivas contra câncer, não apenas contra infecções.

Sedentarismo

Segundo a AACR, "mexer o corpo" ou realizar alguma atividade física é uma das medidas mais poderosas para reduzir o risco de câncer.

O sedentarismo afeta hormônios e metabolismo, facilitando a inflamação crônica. Mesmo pessoas que fazem academia, mas passam o dia sentadas, ainda estão em risco.

A recomendação é simples: 150 minutos por semana de atividade moderada, como caminhada rápida, já trazem benefícios.

A AACR resume de forma clara que prevenir câncer não é viver em vigilância constante, mas ter consciência de que pequenas escolhas acumuladas têm impacto real.

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Trocar ultraprocessados por comida de verdade, caminhar mais, parar de fumar, usar protetor solar e manter vacinas em dia são atitudes simples, mas que podem salvar vidas.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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