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Implanon será oferecido por planos de saúde e deve chegar ao SUS em 2025

Ampliação do acesso ao método contraceptivo de longa duração promete mais autonomia reprodutiva e prevenção eficiente para mulheres de todo o Brasil.

3 min de leituraPublicado em 01/09/2025
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Implanon será oferecido por planos de saúde e deve chegar ao SUS em 2025

A partir desta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, o implante contraceptivo Implanon, que pode custar até R$ 4 mil no mercado privado, passa a ser oferecido obrigatoriamente pelos planos de saúde privados, ampliando o acesso das mulheres a esse método seguro e eficaz.

A nova regra é válida para mulheres com idades entre 18 e 49 anos e se junta a outros métodos contraceptivos de longa duração já oferecidos, como o Dispositivo Intrauterino (DIU).

Além disso, o Ministério da Saúde anunciou a previsão de incluir o Implanon na rede pública do SUS até o fim do ano, tornando o implante disponível para milhões de brasileiras que dependem do sistema público.

Como funciona o Implanon?

O Implanon consiste em uma pequena haste flexível inserida sob a pele do braço, por meio de um procedimento simples realizado em consultório médico, com o uso de anestesia local.

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O dispositivo inserido libera de forma contínua o hormônio etonogestrel, derivado da progesterona, que inibe a ovulação e, assim, previne a gravidez.

Com eficácia de até três anos, o implante é considerado o método contraceptivo mais eficiente disponível atualmente. Sua taxa de falha é de apenas 0,05%, sendo inferior à da vasectomia (entre 0,1% e 0,15%) e à do DIU hormonal (de 0,2% a 0,8%). Além de oferecer a vantagem da comodidade e discrição.

Essa inovação representa um marco importante na política de planejamento familiar do país, já que o custo elevado era um dos principais obstáculos para seu uso em larga escala.

A oferta possibilitará que mulheres tenham acesso a um método contraceptivo que não exige lembrança diária, como as pílulas, nem procedimentos frequentes, como injeções. A medida está alinhada com as recomendações da Organização Mundial da Saúde para ampliar opções contraceptivas.

Contraindicações, possíveis reações e regras

Embora seja altamente eficaz, o uso do Implanon não é indicado para mulheres com histórico de câncer de mama, doenças hepáticas graves, sangramento vaginal de causa desconhecida ou alergia ao etonogestrel.

Entre os possíveis efeitos colaterais estão dor, inchaço ou hematomas no local da aplicação; em casos raros, pode haver infecção, geralmente relacionada a erros técnicos durante o procedimento.

Se o plano de saúde se recusar a cobrir o implante, a orientação é que a usuária registre uma reclamação junto à operadora. Caso o problema não seja resolvido, deve-se procurar a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por meio dos canais oficiais.

Especialistas destacam que a ampliação do acesso ao Implanon contribuirá para a redução de gestações não planejadas, especialmente entre jovens e populações vulneráveis, e auxiliará na melhoria da saúde materna ao evitar riscos ligados a gravidezes indesejadas.

Planos de saúde já estão orientados a incluir o serviço em seus catálogos, e campanhas de conscientização para informar a população sobre os benefícios do implante estão em desenvolvimento.

Com a chegada do Implanon ao SUS e aos planos privados, o Brasil avança em direção a uma política de saúde mais inclusiva e focada no protagonismo feminino em decisões reprodutivas, oferecendo um método confiável, duradouro e com mínima interferência no dia a dia das mulheres.

Essa medida promete transformar o cenário contraceptivo brasileiro, promovendo saúde, autonomia e qualidade de vida.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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