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Movimento virou remédio emocional do século XXI

Mexer o corpo deixou de ser só estética: ciência mostra que atividade física protege o humor, afasta a ansiedade e melhora a cognição.

3 min de leituraPublicado em 09/10/2025
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Movimento virou remédio emocional do século XXI

Vários estudos mostram que quem se movimenta regula melhor o humor e tem menos risco de depressão.

Estudos recentes encontraram redução consistente de sintomas depressivos em pessoas ativas e uma associação dose-resposta: até pequenas quantidades de atividade já trazem benefício.

Um grande levantamento publicado no BMJ e em outros periódicos recentes confirmou que programas estruturados de exercício produzem melhora moderada a significativa em sintomas depressivos, comparáveis em alguns estudos a outras intervenções não farmacológicas.

O que acontece no cérebro?

Mover o corpo libera moléculas e “mensageiros” (como endorfinas e fatores de crescimento) que ajudam o cérebro a se reorganizar, no sentido de aumentar a neuroplasticidade, melhorar concentração e regular emoções.

É por isso que muitos pesquisadores e clínicos chamam o exercício de “medicamento” para o cérebro, uma vez que o movimento melhora a capacidade de regular emoções e favorece o crescimento neural.

Exercício não é só sobre condicionamento físico; ele cria o ambiente biológico no qual o cérebro aprende e se recupera”, diz John J. Ratey, autor de Spark e professor associado em Harvard, citado em diversos veículos sobre o tema.

Assim, ao se exercitar você prescreve ao seu cérebro condições melhores para se adaptar ao estresse e à ansiedade.

O exercício não subtitui a ajuda profissional

A atividade física ajuda quase todo mundo: desde quem quer aliviar o estresse do trabalho até pessoas com sintomas leves de ansiedade ou tristeza.

Mas é importante saber que, em casos como de depressão moderada a grave, crises de pânico, insônia persistente ou pensamentos suicidas, o exercício não substitui o acompanhamento médico e psicológico, ele atua como um complemento.

O ideal é conversar com um profissional de saúde mental antes de iniciar mudanças maiores. Muitas vezes, o tratamento conjunto "exercício + terapia + acompanhamento médico" é o que traz os melhores resultados.

Segundo o psiquiatra Eduardo Tanuri, da Associação Brasileira de Psiquiatria, “a atividade física é uma ferramenta terapêutica poderosa, mas deve ser parte de um plano de cuidado integrado, especialmente em casos mais graves”.

Dicas para se movimentar, mesmo sem virar atleta

Nem todo mundo precisa correr ou ir à academia. A ideia é inserir o movimento na rotina, com ações simples que ativam o corpo e o cérebro.

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Nesse sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos de 150 a 300 minutos semanais de atividade moderada ou de 75 a150 minutos semanais de atividade vigorosa, mas reforça que qualquer movimento já é melhor do que nenhum.

Pense no movimento como uma receita simples e que não é sempre a cura única, mas é um remédio com pouquíssimos efeitos colaterais indesejados e muitos benefícios colaterais, como o sono melhor, mais energia e pensamento mais claro.

O importante é criar o hábito — o corpo responde rápido, e a mente agradece.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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