Mpox volta ao radar em 2026: veja o cenário no Brasil
Casos seguem concentrados no Sudeste e vigilância continua ativa no país.

A mpox voltou a aparecer nos boletins de saúde em 2026. No Brasil, até fevereiro deste ano, foram registrados 47 casos, segundo informações divulgadas com base no painel do Ministério da Saúde.
O número é menor do que o observado em 2025, mas mantém a atenção das autoridades, especialmente no Sudeste.
No mundo, a Organização Mundial da Saúde afirma que a emergência internacional já foi encerrada, mas reforça que o vírus continua circulando.
E isso significa uma coisa simples: não é hora de pânico, mas também não é hora de descuido.
O que os números mostram no Brasil?
Conforme os últimos dados, dos 47 casos confirmados de mpox no Brasil, até o momento não houve mortes.
Entretanto, a distribuição chama atenção, pois São Paulo concentra a maioria dos registros com 41 casos, seguido por Rio de Janeiro (3), Distrito Federal (1), Rondônia (1) e Santa Catarina (1).
Agora, um ponto importante para entender o cenário: em 2025, o país registrou 447 casos confirmados e 1 óbito até o dia 5 de maio, segundo boletins epidemiológicos oficiais.
Esse número é parcial, ou seja, representa o acumulado até aquela data, não o ano fechado.
E a distribuição regional foi parecida. Cerca de 72% dos casos entre 2024 e o início de 2025 estavam no Sudeste, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro.
Na prática, o que muda não é a região mais afetada, mas o volume registrado até agora em 2026, que está menor neste começo de ano.
Ainda assim, os dados precisam ser acompanhados ao longo dos próximos meses para entender a tendência real.
Por que o Sudeste aparece mais?
Sabe quando um vírus encontra um “território movimentado”? É mais ou menos isso.
Grandes centros urbanos têm maior densidade populacional, mais circulação de pessoas e mais redes de contato próximas. Isso facilita a transmissão.
A mpox é transmitida principalmente por contato direto com lesões de pele, secreções ou objetos contaminados, além de contato íntimo.
Não é um vírus que “viaja sozinho pelo ar” como a covid-19 em ambientes fechados, por exemplo. Ele precisa de proximidade.
O que está acontecendo no mundo?
Segundo relatórios recentes da Organização Mundial da Saúde, em dezembro de 2025, 31 países relataram 1.040 casos confirmados e 6 mortes. A maior parte ocorreu na Região Africana.
A OMS declarou em setembro de 2025 que a mpox deixou de ser uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Isso quer dizer que o cenário global melhorou.
Mas atenção: deixar de ser emergência não significa que acabou.
A organização continua recomendando vigilância ativa, diagnóstico rápido e vacinação para grupos com maior risco de exposição.
A vacina usada contra a mpox é uma vacina originalmente desenvolvida contra a varíola humana, porque os dois vírus são da mesma família. Ela é indicada principalmente para pessoas com maior risco de exposição, como profissionais de saúde que lidam com casos e grupos definidos pelas autoridades sanitárias.
O que é mpox, afinal?
A mpox é uma infecção viral causada pelo vírus Monkeypox. Ela provoca sintomas como:
→ Febre;
→ Dor no corpo;
→ Ínguas (linfonodos inchados, que são como “filtros” de defesa do corpo);
→ Lesões na pele;
Essas lesões costumam começar como manchas, evoluem para bolhas e depois formam crostas.
O período de incubação (tempo entre o contato com o vírus e os sintomas aparecerem) geralmente varia de 5 a 21 dias. Ou seja, a pessoa pode ter tido contato semanas antes.
Em casos mais graves, podem ocorrer complicações, especialmente em pessoas com imunidade baixa.
Muita gente pergunta: “Estamos vivendo um novo surto?”
Até o momento, os dados mostram circulação pontual, principalmente em estados do Sudeste, mas com números bem inferiores aos observados no auge de 2022 e menores que parte de 2025.
A OMS também monitora diferentes dados do vírus, que são como “famílias” genéticas. Há relatos recentes de recombinação genética, quando duas linhagens trocam material genético. É como se dois quebra-cabeças misturassem algumas peças.
Até agora, os relatórios públicos não indicam mudança drástica no comportamento da doença, mas o monitoramento continua.
O mais importante agora é manter vigilância e informação de qualidade, pois informação clara é a melhor ferramenta para evitar tanto o susto exagerado quanto a falsa sensação de segurança.
💬 Você ficou surpreso com os números de 2026?
Conte nos comentários o que mais chamou sua atenção.
📣 Se essa notícia foi útil, deixe seu gostei e compartilhe com alguém que precisa saber disso!



