Nova caneta da EMS promete agitar mercado de remédios para emagrecer
À base de liraglutida, produto nacional desafia Ozempic e Mounjaro com preço mais acessível.

A farmacêutica brasileira EMS acaba de lançar no país uma nova opção para quem busca tratamento contra a obesidade: uma caneta injetável à base de liraglutida, já disponível em farmácias com preços a partir de R$307.
O produto chega para brigar diretamente com medicamentos importados como Ozempic e Mounjaro, que vêm conquistando cada vez mais espaço entre as pessoas interessadas em controlar o peso.
Mas afinal, o que tem de diferente nesse novo medicamento da EMS? E como ele funciona em relação aos outros já conhecidos?
Como funciona a liraglutida?
A liraglutida é uma substância análoga ao hormônio GLP-1, produzido naturalmente pelo nosso intestino após as refeições. Esse hormônio ajuda a controlar o apetite e o açúcar no sangue.
Ao imitar essa ação, a liraglutida reduz a fome e contribui para que a pessoa coma menos, auxiliando no emagrecimento.
Diferença para Ozempic e Mounjaro
Apesar de também serem análogos do GLP-1, há diferenças importantes entre essas medicações:
↪︎ Liraglutida (caneta da EMS): Deve ser aplicada diariamente. É indicada tanto para o tratamento de diabetes tipo 2 quanto para emagrecimento, mesmo em pessoas que não têm diabetes.
↪︎ Ozempic (semaglutida): Outro análogo de GLP-1, porém, sua aplicação é semanal, o que pode facilitar a adesão do paciente. No Brasil, possui aprovação principalmente para tratar diabetes tipo 2, mas é amplamente usado off label (fora da indicação formal) para emagrecimento.
↪︎ Mounjaro (tirzepatida): Essa medicação também é injetável semanal e, além do efeito sobre o GLP-1, atua em um segundo hormônio (GIP), potencializando o emagrecimento. Tem demonstrado resultados expressivos na redução de peso, sendo um dos destaques nos estudos mais recentes.
Por que o lançamento da EMS pode ser relevante?
A chegada dessa caneta da EMS promete aumentar a concorrência e facilitar o acesso dos brasileiros ao tratamento inovador para obesidade, ao oferecer um preço mais competitivo em relação aos medicamentos importados.
Isso é especialmente importante numa época em que a obesidade se tornou um problema de saúde pública, afetando a qualidade de vida de milhões de pessoas.
Para muitos, isso pode significar a possibilidade de iniciar o tratamento com orientação médica, sem depender de produtos importados e caros.
Atenção: uso indiscriminado pode trazer riscos
Apesar do entusiasmo em torno desses medicamentos, é essencial reforçar:
→ Remédios para emagrecimento não são soluções mágicas e nunca devem ser usados sem prescrição médica.
O uso sem acompanhamento pode causar efeitos colaterais sérios, como náuseas intensas, desidratação, pancreatite, entre outros. Além disso, ao interromper o uso sem mudanças reais no estilo de vida, o peso perdido pode voltar com facilidade.
Mais do que uma “moda”, essas medicações devem ser parte de um plano de tratamento bem estruturado, que inclua alimentação equilibrada, atividade física regular e acompanhamento profissional contínuo.



