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Novos tratamentos e avanços científicos renovam a esperança contra o Alzheimer

A inovação marca uma nova era no combate à doença que afeta milhões de brasileiros.

2 min de leituraPublicado em 25/06/2025
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Novos tratamentos e avanços científicos renovam a esperança contra o Alzheimer

O cenário do Alzheimer no Brasil e no mundo está passando por uma transformação significativa em 2025, impulsionada por avanços científicos, novas terapias e mudanças nas políticas públicas de saúde.

Dados revelam que cerca de 1,8 milhão de brasileiros com 60 anos ou mais são afetados pelo Alzheimer, o que equivale a 8,5% dessa faixa etária.

As projeções indicam que, até 2050, o número de casos pode chegar a 5,7 milhões no país, acompanhando a tendência global de envelhecimento populacional.

Nesse contexto, muitos avanços tem sido trabalhados em prol de melhores alternativas na condução desta condição.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Kisunla (donanemabe), um anticorpo monoclonal inovador indicado para pessoas em estágios iniciais da doença, como comprometimento cognitivo leve e demência leve.

O donanemabe atua diretamente na redução das placas de beta-amiloide no cérebro, retardando a progressão do Alzheimer em até 35% e oferecendo uma nova perspectiva de tratamento para milhares de brasileiros. O medicamento só deve ser usado sob rigoroso acompanhamento médico, devido a possíveis efeitos colaterais.

O SUS anunciou a ampliação do uso da donepezila, medicamento já conhecido no combate ao Alzheimer, para pacientes em estágio grave. A medida deve beneficiar cerca de 10 mil pessoas já no primeiro ano, ajudando a retardar a progressão da doença e a reduzir sintomas como confusão mental e apatia.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego desenvolveram uma terapia genética experimental que, em testes com camundongos, conseguiu preservar a memória e restaurar o funcionamento saudável das células cerebrais.

Ao contrário dos tratamentos tradicionais, que apenas controlam sintomas, essa abordagem busca modificar o comportamento das células do cérebro, com potencial para interromper ou até reverter o avanço da doença.

O estudo, que está na fase inicial de testes em humanos, busca saber se esse método é seguro e se pode ajudar a reduzir os danos cerebrais causados pela doença, além de apontar para uma nova era no combate ao Alzheimer.

Essas novidades representam um marco na luta contra a condição, trazendo esperança para pacientes, familiares e profissionais de saúde em todo o Brasil.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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