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O diabetes acelerou e jovens são as novas vítimas silenciosas

No Dia Mundial do Diabetes, o alerta é sobre o avanço da doença no Brasil, o crescimento em crianças e adolescentes, e as boas notícias sobre prevenção.

3 min de leituraPublicado em 14/11/2025
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O diabetes acelerou e jovens são as novas vítimas silenciosas

Um levantamento recente aponta que o Brasil já tem cerca de 1 em cada 13 brasileiros vivendo com Diabetes Mellitus.

Como o dia 14 de novembro marca o Dia Mundial do Diabetes, as luzes se voltam para o que antes parecia doença de “idosos”, mas agora já atinge cada vez mais cedo as pessoas.

Nas últimas décadas, o perfil da doença mudou, pois até pouco tempo, muitos diagnosticados tinham por volta de 55 anos. Agora, casos surgem entre os 25 anos ou menos e até em crianças e adolescentes.

Estima-se que os atendimentos por diabetes tipo 2 nessa faixa cresceram cerca de 225% no Brasil. E esse salto está associado ao sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada.

E embora o açúcar seja foco de atenção, especialistas avisam que a raiz do problema vai além: a resistência à insulina, o acúmulo de gordura corporal, a inflamação silenciosa e os hábitos de vida são determinantes.

O estágio de pré-diabetes: um alerta que pode virar rotina

Existe um “alerta” que aparece antes da doença avançar, chamado Pré‑diabetes.

O organismo começa a sofrer danos antes do diagnóstico formal. Assim, vasos sanguíneos, rins, coração e nervos já apresentam alterações muito antes de a diabetes “aparecer”.

Grandes estudos, como o Maastricht Study, mostram que essas lesões começam ainda na fase de pré-diabetes, o que explica por que tantos pacientes já chegam ao consultório com sinais iniciais de retinopatia, nefropatia ou risco cardiovascular mesmo sem terem recebido oficialmente o diagnóstico de diabetes.

Identificar essa fase de pré-diabetes pode permitir reverter o processo. Estudos mostram que com mudanças de alimentação, atividade física e controle de peso, a progressão para diabetes pode ser reduzida em mais de 50 %.

O Ministério da Saúde reconhece que o pré-diabetes “é um sinal de alerta do corpo” e pode evitar a evolução para complicações.

Complicações graves, e que poderiam ser evitadas

Quando o diagnóstico atrasa ou o controle não é adequado, a diabetes pode causar danos sérios que muitas vezes seriam evitáveis.

Um dos problemas mais conhecidos é o pé diabético, resultado da perda de sensibilidade e da má circulação, que facilita feridas difíceis de cicatrizar e aumenta o risco de infecções.

No Brasil, entidades médicas alertam que ocorrem mais de 28 amputações por dia relacionadas à doença. Feridas nos pés, calos, rachaduras ou machucados simples, se não tratados, podem evoluir rapidamente para esses quadros graves.

Além disso, a glicose alta por longos períodos afeta vasos sanguíneos e rins, abrindo caminho para doença renal, problemas cardíacos e alterações na retina que podem comprometer a visão.

O mais preocupante é que muitos desses danos começam anos antes do diagnóstico, reforçando a importância de acompanhamento regular e detecção precoce.

Novas soluções e o que cada pessoa pode fazer

Apesar do avanço da doença, a medicina tem dado passos importantes. As novas terapias, a exemplo da tirzepatida, que mostram resultados promissores no controle da glicose e no tratamento da obesidade, fator central para o diabetes tipo 2, e já apresentam eficácia até em jovens e adolescentes.

Ao mesmo tempo, especialistas reforçam que nenhum medicamento substitui a prevenção. Exames de rotina, especialmente para quem tem sobrepeso, histórico familiar ou estilo de vida sedentário, ajudam a identificar precocemente alterações glicêmicas.

Mudanças sustentáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, cuidado diário com os pés e atenção à pressão arterial e ao colesterol, reduzem drasticamente o risco de complicações.

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Para quem está no estágio de pré-diabetes, agir cedo pode não só evitar a progressão como também reverter o quadro, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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