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O tropeço que preocupa: mortes de idosos por quedas quase dobraram em 10 anos

Envelhecimento, fragilidade física e falhas na prevenção explicam o avanço das mortes, que poderiam ser evitadas com medidas simples.

3 min de leituraPublicado em 09/09/2025
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O tropeço que preocupa: mortes de idosos por quedas quase dobraram em 10 anos

O número de idosos que morrem após quedas tem crescido de forma alarmante no Brasil. Em 2013, foram registradas 4.816 mortes desse tipo, e em 2022 o número quase dobrou, chegando a 9.592.

No total, mais de 70 mil idosos perderam a vida entre 2013 e 2022 por quedas simples, da própria altura, como tropeçar ou escorregar em casa.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, somando todo o ano de 2024, o número de atendimentos e hospitalizações de idosos, devido a quedas, passou de 344 mil. Só no ano passado, foram 13.385 óbitos relacionados a quedas.

Por que esse número aumentou tanto?

O primeiro fator é o envelhecimento da população. Hoje temos muito mais idosos no país e, com isso, naturalmente os casos de quedas se multiplicam.

Além disso, os registros de saúde estão mais completos do que no passado. Muitos episódios que antes passavam despercebidos, agora são notificados corretamente.

Outro ponto levantado por especialistas é a falta de políticas públicas mais efetivas. Calçadas esburacadas, transportes sem acessibilidade e casas pouco adaptadas contribuem para o aumento dos acidentes.

Soma-se a isso a fragilidade física comum ao envelhecimento, como a perda de massa muscular, visão comprometida e articulações mais instáveis, que dificultam o equilíbrio.

As consequências de uma queda podem ser muito sérias

Entre as complicações mais graves, está a fratura de quadril, que pode levar a infecções, trombose e pneumonia, aumentando o risco de morte.

Além disso, depois de uma queda, muitos idosos desenvolvem medo de cair de novo. Esse receio faz com que evitem andar ou se movimentar, o que leva ao isolamento, à perda de força e a uma fragilidade ainda maior.

Como prevenir e reduzir esse problema?

A boa notícia é que existem medidas simples e eficazes para reduzir o risco. Adaptar o ambiente doméstico é fundamental: retirar tapetes soltos, instalar barras de apoio no banheiro, melhorar a iluminação e eliminar obstáculos.

Também é importante incentivar atividades físicas que fortalecem os músculos, aumentam a flexibilidade e melhoram o equilíbrio. Outra recomendação é revisar com frequência os medicamentos usados, já que alguns podem causar tontura.

E, claro, políticas públicas específicas podem ampliar essa proteção. O Congresso, por exemplo, discute a criação de uma Política Nacional de Prevenção de Quedas entre Idosos, que pode ajudar a estruturar ações em todo o país.

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O aumento das mortes de idosos após quedas mostra que esse problema vai muito além de um simples acidente doméstico. O tropeço, que parece simples, pode ser um dos maiores riscos para a saúde dos idosos brasileiros.

Isto reflete os desafios de uma sociedade que envelhece rapidamente e ainda não está totalmente preparada para oferecer segurança e qualidade de vida a essa população.

Contudo, com cuidados básicos no dia a dia e políticas públicas mais consistentes, muitas dessas mortes poderiam ser evitadas. Cuidar da prevenção significa garantir não apenas mais anos de vida, mas também mais autonomia e dignidade para os idosos.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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