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Obesidade abdominal e perda muscular elevam o risco de morte em 83%

Estudo revela que combinar gordura abdominal e fraqueza muscular aumenta muito os perigos à saúde.

2 min de leituraPublicado em 18/07/2025
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Obesidade abdominal e perda muscular elevam o risco de morte em 83%

Indivíduos que apresentam simultaneamente obesidade abdominal (o acúmulo de gordura na região da barriga) e perda muscular significativa (sarcopenia) têm um risco de morte 83% maior em comparação com pessoas que não apresentam essas condições combinadas.

O estudo realizado por cientistas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a University College London (UCL), no Reino Unido, acompanhou cerca de 5.440 participantes do banco de dados English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), analisando adultos com 50 anos ou mais durante 12 anos.

Os resultados indicaram que a presença conjunta desses condições combinadas eleva de modo expressivo a probabilidade de eventos fatais, mesmo para pessoas sem obesidade considerada “clássica” pelo índice de massa corporal (IMC), mas com gordura central e pouca massa muscular.

O excesso de gordura abdominal está associado à inflamação crônica, resistência à insulina e doenças cardíacas, enquanto a perda de músculos reduz a mobilidade e agrava o risco de infecções e outras condições crônicas.

Nesse contexto, especialistas alertam para ações de preventivas, como:

↪︎ Avaliar a circunferência abdominal: Medir regularmente a circunferência da cintura como complemento ao IMC para identificar riscos precocemente.

↪︎ Atividade física: Práticas que combinam exercícios aeróbicos e de fortalecimento muscular são fundamentais para evitar tanto a obesidade abdominal quanto a sarcopenia.

↪︎ Alimentação balanceada: Dietas ricas em proteínas de boa qualidade, fibras, vitaminas e minerais auxiliam na manutenção da musculatura e no controle do peso.

Assim, ressalta-se a importância do acompanhamento de adultos, principalmente a partir dos 40 anos, com avaliação periódica da composição corporal.

“Os dados do estudo reforçam que somente olhar para o peso na balança não é suficiente. Precisamos avaliar a distribuição dessa gordura e o quanto de músculo preservamos com o envelhecimento”, aponta especialista entrevistado por veículos nacionais.

O cenário indica que políticas públicas e práticas clínicas devem olhar além do IMC tradicional, promovendo a saúde através da avaliação da composição corporal e da adoção de medidas preventivas ao longo da vida adulta.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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