Sarampo volta a preocupar: Brasil registra 34 casos e Saúde emite alerta nacional
Com surtos em vários países e baixa cobertura vacinal, o Brasil acende o sinal vermelho e reforça a importância da imunização.

O sarampo, que já foi considerado erradicado em várias regiões, voltou a preocupar autoridades de saúde em 2025.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de casos aumentou mais de 70% em relação ao ano anterior, especialmente em países da Europa, África e América Latina.
A principal causa é a queda na vacinação infantil, consequência da desinformação e da interrupção de campanhas durante a pandemia.
O vírus é altamente contagioso, uma pessoa infectada pode transmitir a doença para até 18 outras pessoas e, em casos graves, pode causar pneumonia, encefalite e até a morte, especialmente em crianças pequenas.
O Ministério da Saúde alerta que o vírus ainda circula em países vizinhos, e viagens internacionais podem facilitar a reintrodução da doença.
Situação no Brasil: 34 casos confirmados
No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou 34 casos de sarampo até a Semana Epidemiológica 38 de 2025 (dados de até 5 de outubro).
O Tocantins lidera o número de registros, com 25 casos, seguido por Mato Grosso (3), Distrito Federal (1), Rio de Janeiro (2), São Paulo (1), Rio Grande do Sul (1) e Maranhão (1).
No Rio de Janeiro, os registros envolvem duas crianças com menos de um ano, que não haviam sido vacinadas e tiveram origem de infecção desconhecida. Já no Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, os episódios foram considerados importados. Em São Paulo, o caso confirmado é de um homem de 31 anos, sem histórico de viagem ao exterior e sem registro de vacinação contra o sarampo.
O surto no Tocantins começou em Campos Lindos, após o retorno de quatro brasileiros da Bolívia, espalhando-se rapidamente devido à baixa adesão vacinal na comunidade.
Em Mato Grosso, o surto começou em Primavera do Leste e envolveu três pessoas da mesma família, todas não vacinadas. Embora sem ligação com Campos Lindos, os casos também estão relacionados a brasileiros que retornaram da Bolívia.
A maioria dos casos foi identificada em crianças e jovens adultos não vacinados, o que reforça a preocupação das autoridades.
O alerta do Ministério busca intensificar a vigilância epidemiológica e ampliar a cobertura da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do país.
O Brasil perdeu o certificado de eliminação do sarampo em 2019, após surtos que atingiram principalmente São Paulo e o Norte do país. Desde então, o país vem registrando casos esporádicos, mas o número atual mostra uma tendência de reemergência.
Cobertura vacinal ainda é baixa
A vacina tríplice viral é segura e eficaz, mas a cobertura nacional está abaixo da meta de 95% recomendada pela OMS. Em 2024, a média brasileira foi de 83% para a primeira dose e 70% para a segunda.

Quem não tem certeza sobre o cartão de vacinação pode procurar o posto de saúde, não há problema em se vacinar novamente, se houver dúvida.
“Especialistas dizem ser preocupante ver doenças que já estavam controladas voltando por falta de vacinação”. Vacinar é um ato de proteção coletiva, e não apenas individual.
O alerta do Ministério da Saúde não é motivo para pânico, mas sim um chamado à responsabilidade. O sarampo é uma doença grave, mas 100% evitável com a vacina.
Em um momento em que o vírus volta a circular no mundo, manter a imunização em dia é a forma mais eficaz de evitar novos surtos e proteger quem mais precisa: as crianças.



