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Um alerta para o que está no prato: 5 conservantes de alimentos ligados a aumento de risco de câncer

Estudo com mais de 100 mil pessoas aponta que aditivos em alimentos processados estão ligados a maior risco de câncer de mama e de próstata.

3 min de leituraPublicado em 12/01/2026
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Um alerta para o que está no prato: 5 conservantes de alimentos ligados a aumento de risco de câncer

Um estudo recente publicado na British Medical Journal (BMJ) mostra que cinco conservantes comuns em alimentos industrializados estão associados a um aumento no risco de desenvolver pelo menos dois tipos de câncer em adultos.

A pesquisa se baseia em dados de longo prazo de mais de 105 mil participantes do estudo francês NutriNet-Santé, acompanhados por vários anos pelos pesquisadores.

Os dados não provam que esses aditivos “causam” câncer de forma direta, mas mostram uma correlação consistente que merece atenção de consumidores, profissionais de saúde e reguladores.

Conservantes sob análise

Segundo os pesquisadores, os seguintes aditivos, todos amplamente usados para conservar, colorir ou estabilizar produtos alimentares, estiveram associados a riscos elevados de câncer quando consumidos em maior quantidade:

↪︎ Sorbato de potássio: associado a um aumento de cerca de 26% no risco de câncer de mama e 14% no risco geral de câncer.

↪︎ Sulfitos: ligados a um aumento geral de aproximadamente 12% no risco de câncer.

↪︎ Nitrito de sódio: associado a até 32% maior risco de câncer de próstata.

↪︎ Nitrato de potássio: relacionado a um risco 13% maior de câncer geral e 22% de câncer de mama.

↪︎ Acetatos e ácido acético: vinculados a aumentos de até 15% no risco geral e 25% no risco de câncer de mama.

Esses compostos são muito comuns em produtos industrializados como embutidos, bebidas enlatadas, molhos, picles, snacks, condimentos e alimentos prontos para consumo.

O que isso significa na prática?

Os termos técnicos podem soar complexos, mas de modo simples, esses são aditivos usados para manter alimentos “em bom estado” por mais tempo. Além disso, eles não são nutrientes e normalmente não oferecem benefícios à saúde.

A preocupação dos cientistas é que, em grandes quantidades ao longo dos anos, eles podem influenciar processos biológicos como inflamação e dano ao DNA, que estão ligados ao desenvolvimento de tumores.

Especialistas em saúde pública ressaltam que a associação não é sinônimo de causa direta, ou seja, os conservantes não são “prova” de que você vai desenvolver câncer se ingerir um alimento com aditivo, mas sim um sinal de que dietas ricas em produtos ultraprocessados merecem cautela.

Contexto mais amplo: alimentação e risco de câncer

Esse estudo se soma a um corpo crescente de evidências que ligam alimentos ultraprocessados, ou seja, produtos alimentares com muitos aditivos, gorduras, açúcares e substâncias químicas, a riscos maiores de doenças crônicas, incluindo câncer.

Pesquisas anteriores já mostraram que dietas com alto consumo desses alimentos podem elevar o risco de câncer total, câncer de ovário e outros tipos.

Entretanto, nem todo aditivo foi associado a maior risco. Na análise, apenas alguns mostraram relações estatisticamente consistentes com os cânceres estudados.

Ainda assim, os autores defendem que a regulação e o monitoramento desses compostos sejam reavaliados por agências de saúde.

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A saúde pública já vem destacando há anos que a qualidade da alimentação importa, e muito.

Assim, reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, prestar atenção aos rótulos e dar preferência a comidas mais naturais são atitudes simples, mas que podem trazer benefícios importantes a longo prazo.

Embora a ciência ainda esteja investigando os efeitos exatos desses conservantes no organismo, adotar hábitos alimentares mais conscientes é uma forma prática de cuidar da saúde hoje e prevenir problemas no futuro.

Vanessa MirandaEditora Técnica e Enfermeira Mestre em SaúdeRevisado por: Diogo Strauch RibeiroMédico Clínico Geral — CRM 5293516-6
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