Uso de remédios para saúde mental cresce entre jovens
Geração Z e Millennials lideram consumo e impulsionam debate sobre saúde emocional no Brasil.
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Um levantamento recente aponta um dado surpreendente: profissionais da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) e Millennials (1982 a 1996) estão no topo do consumo de medicamentos para saúde mental no Brasil — em especial, antidepressivos e ansiolíticos.
O crescimento mais expressivo foi entre os jovens da Geração Z, que registraram alta de 7,9% em 2024 no número de usuários desses fármacos.
Segundo especialistas, o fenômeno está ligado a uma combinação de fatores contemporâneos:
- O legado da pandemia e o isolamento social;
- A insegurança econômica e os desafios do mercado de trabalho;
- A sobrecarga digital e o excesso de informações;
- E, principalmente, a quebra de tabus sobre saúde emocional.
Entre os dados mais impactantes, destaca-se o recorte de gênero: mulheres dessas gerações têm 79% mais chances de recorrer a medicamentos do que os homens.
Isso levanta questões sobre o peso da carga mental feminina, desigualdades estruturais e o papel social das mulheres no contexto atual.
Apesar de refletir um cenário preocupante, os números também revelam um aspecto positivo: a maior consciência sobre saúde mental entre os jovens.
Hoje, falar sobre ansiedade, depressão e terapia não é mais um tabu. Redes sociais, influenciadores, escolas e empresas têm incentivado o debate, impulsionando mais pessoas a buscar ajuda profissional.

Especialistas alertam para a importância de políticas públicas de saúde mental, especialmente voltadas às juventudes, além da ampliação do acesso à terapias não medicamentosas, como psicoterapia, atividades físicas e práticas integrativas.
Outro desafio é garantir que o uso de medicamentos seja acompanhado e responsável, evitando a automedicação ou a dependência.



