Vacina contra meningite ganha reforço: proteção ampliada para crianças de 12 meses
Dose de reforço agora é feita com a vacina ACWY, que protege contra quatro tipos de meningite bacteriana.

O Ministério da Saúde anunciou uma mudança importante no calendário de vacinação infantil: a partir de 1º de julho, crianças de 12 meses passarão a receber a dose de reforço contra meningite com a vacina meningocócica ACWY, que protege contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis — A, C, W e Y.
Até então, o reforço era feito apenas com a vacina do tipo C, que cobria um único sorogrupo.
Com a alteração, o esquema vacinal contra meningite bacteriana no SUS passa a ser:
- 3 meses: 1ª dose da vacina meningocócica C
- 5 meses: 2ª dose da vacina meningocócica C
- 12 meses: reforço com a vacina meningocócica ACWY
A medida amplia significativamente a proteção das crianças contra as formas mais graves da doença, incluindo a meningococcemia, infecção generalizada no sangue que pode ser fatal.
Em 2025, o Brasil já registrou 361 casos de meningite meningocócica, com 61 mortes, reforçando a importância da imunização ampliada.
A mudança faz parte das Diretrizes para o Enfrentamento das Meningites até 2030, alinhadas ao esforço global da Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir casos e mortes pela doença. O Brasil é o primeiro país a propor ações concretas dentro desse roteiro internacional.
Segundo especialistas em imunização, a inclusão da vacina ACWY no reforço infantil é um avanço importante, já que o sorogrupo W, por exemplo, tem apresentado crescimento expressivo, especialmente na Região Sul do país.
A expectativa é que a nova estratégia contribua para a redução dos casos e internações por infecções causadas por diferentes sorogrupos da bactéria.

A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nas Clínicas da Família em todo o país, conforme o horário de funcionamento das salas de vacinação.
A ampliação da proteção é vista como um passo fundamental para garantir mais segurança às crianças brasileiras e reduzir o impacto da meningite bacteriana na saúde pública.



