“Variante K”: o que você precisa saber sobre o alerta da OMS para 2026
OMS chama atenção para rápida circulação de uma nova variante do vírus da gripe que pode influenciar a próxima temporada de influenza.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um alerta em virtude da crescente circulação de uma variante genética do vírus da gripe, chamada subclado “K” do influenza A (H3N2), que tem sido detectada com maior frequência em amostras coletadas ao redor do mundo, como na América do Norte, Europa e Ásia.
Embora essa não seja uma nova doença, essa ramificação genética vem se espalhando rapidamente e justifica atenção redobrada para a temporada de influenza que começa no final de 2025 e se estenderá por 2026.
No Brasil, a circulação da gripe sazonal em 2025 apresentou aumento em diferentes regiões, especialmente com o avanço do virus influenza A(H3N2), que tem sido o subtipo predominante ao longo deste ano.
No início deste mês foi identificado, em amostras coletadas no estado do Pará, o subclado K e J.2.4. Mas, é importante destacar que o aumento dos casos de gripe Influenza A (H3N2) no Brasil já vinha acontecendo antes da identificação desse subclado específico.
Ou seja, a circulação maior do vírus no país não está diretamente ligada ao surgimento recente dessa variante, mas faz parte do padrão sazonal da gripe.
Além disso, o virus influenza A(H3N2) é responsável por grande parte dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por gripe, como observado em estados como São Paulo e no Centro-Oeste do país.
O que significa “subclado K” e por que isso importa?
O vírus da influenza é um vírus respiratório comum que causa a doença que todos conhecemos como gripe. Ele sofre mudanças genéticas constantes ao circular entre pessoas e animais, o que gera diferentes subtipos e variantes.
O termo “subclado” refere-se a uma variação genética dentro de um mesmo subtipo de vírus, neste caso, de influenza A(H3N2), que pode ter pequenas diferenças em sua composição genética.
O subclado K ainda não apresentou características que indiquem ser mais grave ou letal do que outras variantes já conhecidas.
No entanto, a sua expansão rápida em diferentes regiões do mundo levou os especialistas a incluí-lo na análise e reforçar a vigilância global para a temporada de gripe.
A OMS explica que vírus influenza como o A(H3N2), que já causa a maior parte dos casos em muitos países, se adaptam e evoluem com o tempo.
Essas adaptações podem afetar tanto a velocidade de transmissão quanto o nível de proteção oferecido pela imunidade anterior ou pelas vacinas.
O papel das vacinas
A OMS também atualiza regularmente as recomendações sobre quais cepas de vírus devem ser incluídas nas vacinas sazonais de influenza.
Essa atualização é essencial porque os vírus mudam frequentemente; portanto, a composição vacinal precisa ser ajustada para oferecer a melhor proteção possível.
Em 2025, especialistas já definiram as cepas que farão parte das vacinas para a temporada 2026 no hemisfério sul, baseado em dados de vigilância internacional.
A vacina contra a gripe oferece proteção contra o vírus influenza A, incluindo a variante H3N2. No entanto, ela pode não impedir totalmente a infecção pelo subclado K.
Mesmo assim, a vacinação é fundamental, pois reduz a gravidade da doença e o risco de complicações que podem levar à hospitalização.
Quem está mais vulnerável?
A maioria das pessoas infectadas com gripe se recupera em cerca de uma semana sem precisar de atendimento médico.
No entanto, alguns grupos têm maior risco de complicações sérias, incluindo:
↪︎ Crianças pequenas;
↪︎ Idosos;
↪︎ Gestantes;
↪︎ Pessoas com condições de saúde crônicas (como doenças cardíacas ou respiratórias);
↪︎ Profissionais de saúde, que estão mais expostos e podem transmitir o vírus a pessoas vulneráveis.

O alerta da OMS para o que está sendo chamado de “gripe variante K” não significa o surgimento de uma nova doença, mas sim um alargamento da vigilância global em resposta à rápida circulação de uma variante genética de um vírus já conhecido.
Especialistas seguem monitorando a situação e ajustando estratégias de prevenção e resposta para a temporada de influenza de 2026, com foco principal na proteção das populações mais vulneráveis.



