Variar os exercícios pode ser mais eficaz do que repetir sempre o mesmo
Estudo com mais de 30 anos mostra que combinar diferentes atividades físicas está ligado a menor risco de morte precoce, mesmo sem aumentar o tempo total de treino.

Novas descobertas científicas indicam que não basta apenas se exercitar frequentemente se os movimentos forem sempre os mesmos.
Pesquisadores, utilizando dados de mais de 111 mil pessoas ao longo de mais de 30 anos, descobriram que a diversidade de exercícios, como caminhar, correr, pedalar, jogar tênis, levantar peso e até jardinagem, pode estar associada a um risco menor de morrer mais cedo.
Esses resultados tem base em dois grandes estudos de acompanhamento de saúde, o Nurses’ Health Study e o Health Professionals Follow-Up Study.
Os participantes foram acompanhados desde 1986, respondendo a questionários a cada dois anos sobre os tipos de atividades físicas que realizavam.
Entre os movimentos relatados estavam: caminhada, corrida leve, corrida, ciclismo (inclusive em bicicletas ergométricas), natação, remo ou exercícios de calistenia, esportes de raquete como tênis e squash, além de musculação ou outros exercícios de resistência.
Com o tempo, perguntas sobre atividades de baixa intensidade, como ioga, alongamento e tonificação, além de tarefas ao ar livre, como jardinagem ou trabalho pesado no quintal, também foram incluídas.
Esses dados permitiram aos pesquisadores calcular um índice de variedade de atividades para cada pessoa e, em seguida, analisar como essa diversidade estava associada ao risco de morte por qualquer causa ao longo das décadas.
Resultados principais
O estudo observou que aqueles que praticavam a maior variedade de exercícios apresentaram até 19% menos risco de morrer por qualquer causa quando comparados com pessoas que se limitavam a poucos tipos de movimento, mesmo quando o tempo total gasto se exercitando era semelhante.
Essa proteção extra também se refletiu em quedas significativas no risco de morte por doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias.
Para alguns tipos de atividade, a associação individual com redução do risco de morte também foi observada. Como pode ser mostrado no infográfico abaixo:

Por que variedade pode importar?
Os pesquisadores sugerem que diferentes atividades podem estimular sistemas do corpo de maneiras complementares.
Abaixo, seguem exemplos como:
→ Caminhar ou correr melhora a saúde cardiovascular;
→ Exercícios de força preservam músculos e ossos;
→ Esportes de raquete exigem coordenação e agilidade;
→ Atividades como jardinagem podem engajar diferentes grupos musculares para além da academia.
Embora não se possa afirmar com certeza que a diversidade de exercícios causa a longevidade, pois este é um estudo observacional, os dados mostram uma associação consistente que reforça a importância de variar os modos de movimento ao longo da vida.
Manter um estilo de vida ativo continua sendo um dos pilares para uma vida mais longa, mas, de acordo com este estudo, combinar diferentes tipos de exercícios pode oferecer ainda mais benefícios do que repetir o mesmo padrão de treino.
Variar atividades ao longo da semana ou ao longo dos anos pode ajudar o corpo a se adaptar de forma mais ampla e saudável, contribuindo para menor risco de mortes precoces.
💬 E você, costuma variar os tipos de exercício na sua rotina?
Conte nos comentários qual atividade você mais gosta de fazer ou gostaria de começar.
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