Vício em jogos é o terceiro mais comum no Brasil e preocupa especialistas
Crescimento das apostas online e videogames afeta milhões e acende alerta para a saúde mental no país.

O vício em jogos, especialmente em apostas online e videogames, tem se tornado um problema crescente no Brasil, sendo apontado como o terceiro vício mais comum no país.
Existem cerca de 2 a 3 milhões de pessoas afetadas, segundo dados recentes da Universidade de São Paulo (USP) e outras pesquisas nacionais.
A facilidade de acesso a jogos digitais via smartphones e computadores, combinada com a oferta crescente de jogos de azar online, como o popular "Jogo do Tigrinho", tem atraído um público cada vez maior.
Estima-se que 82,8% dos brasileiros consumam jogos digitais, número recorde segundo a Pesquisa Game Brasil 2025. No entanto, entre esses jogadores, uma parcela significativa desenvolve uso problemático ou dependência.
Perfil e Consequências do Vício
O vício em jogos começa muitas vezes como uma atividade recreativa, mas pode evoluir para um transtorno compulsivo, classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença desde 2018.
O transtorno afeta a vida pessoal, profissional e social dos indivíduos, levando a prejuízos financeiros e emocionais graves.
Adolescentes são particularmente vulneráveis, com 28% apresentando uso abusivo de videogames, segundo pesquisa da USP. Fatores como uso de álcool e tabaco, bullying e sintomas psiquiátricos aumentam o risco de dependência.
Já em apostas, cerca de 10,9 milhões de brasileiros fazem uso arriscado dessas plataformas, e 1,4 milhão desenvolveu transtornos associados, com maior incidência entre jovens e pessoas de baixa renda.

O uso excessivo do celular e o tempo ocioso são fatores que potencializam o problema.
Tratamento e Prevenção
O tratamento do vício em jogos é semelhante ao de outras dependências, envolvendo psicoterapia e, em alguns casos, medicação.
A busca por ajuda profissional é fundamental para a recuperação. Além disso, políticas públicas e campanhas de conscientização são necessárias para reduzir o impacto social do transtorno.
Este cenário evidencia a urgência de atenção à saúde mental relacionada ao uso de jogos no Brasil, com foco especial em jovens e grupos vulneráveis, para evitar que o entretenimento se transforme em um problema grave de saúde pública.



